Márcio Dolzan/ Estadão
Márcio Dolzan/ Estadão

Rio tem a chegada dos primeiros paratletas brasileiros que disputarão os Jogos

Até o início da próxima semana, todos os 287 paratletas brasileiros chegarão à cidade

Marcio Dolzan, Estadão Conteúdo

31 Agosto 2016 | 17h05

Os primeiros 54 paratletas da delegação brasileira que irá disputar os Jogos Paralímpicos de 2016 chegaram no início da tarde desta quarta-feira ao Rio. Os competidores representam sete das 22 modalidades esportivas que o Brasil irá disputar. Até o início da próxima semana, todos os 287 paratletas brasileiros chegarão à cidade para a competição que começa no dia 7. A delegação brasileira é a maior da história dos Jogos e, até em função disso, a meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é que o País termine em quinto lugar no quadro de medalhas, avançando duas posições em relação aos Jogos de Londres-2012.

As equipes de esgrima, levantamento de peso, tênis de mesa, tiro com arco, vôlei sentado, canoagem e remo desembarcaram no Aeroporto Santos Dumont e foram em uma das composições do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) até a Praça Mauá, no Boulevard Olímpico. De lá, o grupo foi levado para a Vila dos Atletas, próximo ao Parque Olímpico, onde ficará hospedado até o fim da participação nos Jogos.

Todos estavam animados. "Eu, por mim, já competia amanhã", afirmou Jovane Guissone, atual campeão paralímpico de esgrima em cadeiras de rodas. Ele chegou ao Rio prometendo brigar pelo bicampeonato. "A aclimatação foi muito boa. A gente treinou bastante em São Paulo, e venho de uma temporada muito boa de resultados e treinamentos. Nestes quatro anos me preparei e vou fazer o que sei."

O paracanoísta Luis Carlos Cardoso, eleito o melhor atleta paralímpico brasileiro da temporada passada, também não conseguia esconder a expectativa. Campeão mundial em 2015, ele vai disputar uma Paralimpíada pela primeira vez. "Pra mim vai ser maravilhoso, porque vai ser nossa estreia na canoagem e justamente em casa."

Luis Carlos vai disputar a competição de caiaque - a disputa de canoa, sua preferência, saiu do programa paralímpico. Mesmo assim, ele está confiante. "Treinei na lagoa (Rodrigo de Freitas, sede da competição) mês passado, num período de aclimatação de uma semana. Foi bem tranquilo, estava bem diferente do que as pessoas estavam falando em relação à sujeira. Espero fazer história nestes Jogos."

Para o presidente do CPB, Andrew Parsons, a delegação brasileira está bem preparada e tem tudo para fazer uma grande campanha no Rio-2016. "A gente percebeu os atletas com um espírito de grupo muito grande. Não são 22 times separados um em cada modalidade, mas uma equipe muito coesa chamada Brasil em busca do quinto lugar (no quadro de medalhas)", destacou.

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