Hector Retamal/AFP
Brasileiras fizeram a festa no rúgbi com resultados elásticos no Pan de Toronto Hector Retamal/AFP

Rúgbi do Brasil tem meta realista para Olimpíada de 2016

Seleções tradicionais como Austrália e Nova Zelândia estarão no Rio

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2015 | 17h24

Apesar da medalha de bronze com a seleção feminina no Pan de Toronto, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) sabe que a disputa nos Jogos Olímpicos será bem mais complicada, porque seleções tradicionais como Austrália e Nova Zelândia estarão no Rio. Por isso, a meta para a modalidade é mais realista. Segundo Agustín Danza, CEO da entidade, as chances de pódio são mínimas.

“A meta na Olimpíada para as mulheres é ficar entre as seis melhores equipes. O rúgbi Seven é muito dinâmico, qualquer seleção pode ganhar da outra. A chance de medalha existe, mas é pequena. Então queremos fazer jogos competitivos. No masculino, é mais difícil. É um time mais jovem e no nível mundial os adversários são mais maduros. Então o objetivo é entrar em campo e fazer jogos competitivos. Não temos expectativa de medalhas”, diz.

No projeto da CBRu o trabalho é a longo prazo, e por isso um grande investimento está sendo feito nas categorias de base, com a criação de centros de treinamento e parceria com escolas para ensinar o rúgbi. Para Agustín Danza, o bronze das mulheres em Toronto vai ajudar bastante. “A repercussão foi fundamental para aumentar o conhecimento do brasileiro sobre o rúgbi. Muitas pessoas ficaram sabendo que o esporte existe no Brasil e que tem uma seleção competitiva, que ganha medalha no Pan. Isso ajuda muito”, explica.

Ele diz que isso também ajuda a chamar a atenção das crianças para o esporte. “Depois da medalha, recebemos muitos e-mails de pessoas perguntando onde poderiam praticar. Uma conquista dessas ajuda na disseminação da modalidade e a criar fãs.”

Outra estratégia de CBRu é usar o futebol para a divulgação do rúgbi. Recentemente, uma ação na Arena Corinthians promoveu clínicas do esporte no lado de fora do estádio. O Palmeiras também acertou uma parceria com o Bandeirantes Saracens e permitiu a utilização de seu campo em Parelheiros, na zona sul de São Paulo.

“O futebol é uma ferramenta única para a gente massificar o esporte e atingir mais pessoas. Então vamos sempre procurar ter parcerias como fizemos com o Corinthians e com o Palmeiras, com aulas para crianças. Queremos multiplicar a nossa exposição”, diz Agustín Danza.

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