Andrej Isakovic/AFP
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Rússia descarta recorrer da exclusão da Olimpíada e de outros eventos esportivos por 2 anos

Corte Arbitral do Esporte havia aplicado punição no mês passado após Agência Mundial Antidoping (Wada) apontar que os dados sobre o uso de substâncias proibidas no país foram manipulados

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2021 | 13h32

A Agência Antidoping da Rússia (Rusada, na sigla em inglês) confirmou nesta segunda-feira que não vai entrar com um recurso para afrouxar ainda mais as restrições às equipes nacionais na Olimpíada e em outros grandes eventos esportivos por dois anos. Seus atletas não poderão competir sob a bandeira do país nos Jogos de Tóquio

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu no mês passado que a equipe da Rússia, a bandeira e o hino estão barrados nas próximas edições dos Jogos Olímpicos de Verão, em Tóquio, e de Inverno, em Pequim, após a Agência Mundial Antidoping (Wada) apontar que os dados sobre o uso de substâncias proibidas no país foram manipulados. No entanto, a CAS reduziu pela metade a duração das sanções, de quatro para dois anos, até 16 de dezembro de 2022, em eventos de nível mundial.

A agência russa tinha a opção de entrar com um recurso junto à Suprema Corte da Suíça. Mas disse nesta segunda-feira que apesar de considerar "falha e unilateral" a decisão de que os dados de doping de Moscou foram modificados, ficou satisfeita que a CAS tenha rejeitado as sanções mais duras propostas pela Wada.

"A Rusada considera que este capítulo já foi encerrado e está procurando olhar para a frente e comprometida em trabalhar com a Wada com o objetivo de restaurar totalmente o status de membro da Rusada", disse a agência em um comunicado.

A agência russa acrescentou que "permanece totalmente comprometida com a luta contra o doping, mas continuará a defender os direitos dos atletas russos limpos e a se opor a qualquer forma de discriminação contra o esporte russo."

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