Rússia suspende funcionamento de agência antidoping e fará testes no exterior

A Rússia tomou, nesta segunda-feira, a sua mais expressiva na luta contra o doping desde que a federação local de atletismo foi punida pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF). Nesta tarde, o ministro do Esporte Vitaly Mutko enfim anunciou a suspensão do funcionamento da Agência Antidoping da Rússia (Rusada).

Estadão Conteúdo

23 de novembro de 2015 | 14h37

"A Rusada está agora suspendendo seus trabalhos, inclusive seus programas educacionais. Nós vamos certificar a Rusada de novo, realizar reformas e criar uma nova organização se necessário", disse Mutko.

Outra decisão relacionada é que, a partir de agora, todos os exames antidoping colhidos na Rússia, independente da modalidade, serão realizados fora do país, em laboratórios estrangeiros. Desde o início da ano, a Federação Internacional de Natação (Fina), por exemplo, já não levava as amostras colhidas na Rússia para o laboratório credenciado em Moscou.

Na quarta-feira, a Agência Mundial Antidoping (Wada) a Rusada não está em conformidade com o código internacional antidoping e, por isso, foi descredenciada. A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo do órgão, por unanimidade.

O órgão é apontado, no relatório independente solicitado pela Wada a respeito da Federação Russa de Atletismo (ARAF, na sigla em russo), como responsável por encobrir os casos de doping na modalidade. Ali, as amostras que poderiam indicar substâncias proibidas eram destruídas, ou substituídas por amostras "limpas".

No entender da Wada e da IAAF, a Rússia promoveu um doping sistemático entre seus atletas e, por isso, a ARAF está suspensa de todas as competições internacionais. Agora, os russos têm até 27 de março para apresentar reformas e combater o doping. Nesta data será publicado um novo relatório, que, se sugerir a manutenção da punição, tira o atletismo russo dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

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