Sarah Menezes é campeã pan-americana e praticamente se garante na Olimpíada

Sarah Menezes está muito perto de ser confirmada como representante do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio. Na chave mais dura do Campeonato Pan-Americano de Judô, em Havana (Cuba), na categoria até 48kg, ela venceu a também medalhista olímpica Sarah Pareto, da Argentina, para garantir o primeiro ouro do País na competição. Em seis chaves, o Brasil ganhou cinco medalhas de ouro, uma de prata e três de bronze, com 100% de aproveitamento no pódio.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2016 | 20h07

Com os 400 pontos que vai ganhar pelo título continental, Sarah, que já tem 1.472 no ranking olímpico, vai ampliar ainda mais sua vantagem sobre Nathália Brígida. A rival soma 739 pontos e faturará 160 pelo bronze em Havana. Até o fim do período de classificação para o Rio-2016 serão realizados mais três eventos: um Grand Slam (500 pontos para o campeão), um Grand Prix (300) e o Masters (700). Um mesmo judoca, entretanto, não pode computar os pontos do Masters e do Pan, ficando com a pontuação mais alta entre as duas.

Para ganhar o ouro em Cuba, Sarah Menezes, atual sétima colocada do ranking mundial, venceu a venezuelana Maria Guedez (sem ranking), a colombiana Luz Álvarez (60.ª), a cubana Dayaris Mestre Álvarez (21.ª) e, na final, a argentina Paula Pareto (segunda). Nathalia caiu diante de Pareto, na semifinal, e depois faturou o bronze vencendo a colombiana. A brasileira é 23.ª do mundo.

KITADAI DÁ SHOW

Na categoria até 60kg, Felipe Kitadai faturou seu sexto título continental seguido e, de quebra, se aproximou da Olimpíada. Bronze em Londres-2012, ele faz disputa acirradíssima com Eric Takabatake e chegou a Cuba atrás no ranking olímpico.

Ao somar 400 pontos, deve chegar a 1.211 pontos, enquanto Takabatake, que ficou com o bronze no Pan, aparecerá com 1.232 na próxima listagem. A Confederação Brasileira de Judô (CBJ), entretanto, não necessariamente convocará quem estiver na frente no ranking, ainda que esta seja a regra - que permite exceções.

Para chegar ao hexa, Kitadai venceu o venezuelano Franklin Navarro (sem ranking), o argentino Hernan Birbrier (67.º), o cubano Yandry Marimon Torres (85.º) e o brasileiro naturalizado canadense Sergio Pessoa (56.º). Pessoa eliminou Eric Takabatake nas quartas de final. Depois, este teve que se recuperar vencendo o equatoriano Lenin Preciado (24.º) e o cubano Torres na repescagem.

Na categoria até 73kg, Alex Pombo não foi tão bem. Ele foi derrotado pelo canadense Arthur Margelidon (27.º) na final e, com a prata, garantiu 240 pontos. A briga pela vaga olímpica é contra Marcelo Contini, que está 25 pontos à frente no ranking olímpico mas não foi convocado para i a Havana porque a convocação da CBJ levou em consideração um ranking que ainda contabilizada os resultados do Pan do ano passado.

CHUVA DE MEDALHAS

Nas demais categorias, os brasileiros que estão no Pan serão também os que irão ao Rio-2016. Charles Chibana, que não vem em bom momento, fez apenas três lutas pra ganhar o ouro. Ao seu estilo, distribuiu ippons sobre o argentino Fernando Gonzalez (100.º), e os mexicano Angel Hernandez (80.º) e Eduardo Araújo (181.º). Na final, saiu mancando, mas a CBJ já informou que "num primeiro momento, não foi nada grave".

Terceira do mundo, Erika Miranda não teve dificuldades de ganhar o ouro da categoria até 52kg. Ela fez três lutas, apenas, ganhando da peruana Brillith Carbajal Gamarra (101.º), da argentina Oritia González (47.ª) e da canadense Ecaterina Guica (32.ª).

Mariana Silva precisou ir ao golden score na final da categoria até 63kg, mas garantiu o ouro, vencendo a cubana Maricet Espinosa (18.ª). A brasileira vinha de triunfos sobre Andrea Gutierrez (47.ª) e a canadense Stefanie Tremblay (42.ª).

Já Rafaela Silva decepcionou. Décima da categoria até 57kg, ela estreou derrotada pela cubana Anailis Dorvigni (106.ª) já nas quartas de final e teve que se recuperar na repescagem. Venceu a argentina Gimena Laffeuillade (103.ª) e a canadense Jessica Klimkait (88.ª) e garantiu o bronze. Perdeu a chance de se testar contra duas fortes rivais: a americana Marti Malloy (quinta do mundo) e a canadense Catherine Beauchemin-Pinard (12.ª). Ela não ganha o Pan desde 2013.

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