Sarkozy: ida à Pequim depende da China e do dalai lama

Presidente francês quer diálogo entre as duas partes e reforça que 'tempo é curto para começá-lo'

EFE

08 de abril de 2008 | 12h18

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta terça-feira que a sua presença na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim depende da "retomada" do diálogo entre a China e o dalai lama. "Determinarei as condições da minha participação na cerimônia em função do reatamento deste diálogo", disse Sarkozy. Veja também: Porta-voz do COI não garante que tocha seguirá percurso São Francisco recebe a tocha e estuda mudanças por seguranças Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoO presidente assegurou que "a França fará todo o possível" para conseguir a retomada dessas conversas. Insistiu em que "não há tempo a perder, pois faltam poucos meses" para o início dos Jogos, e que "a solução é o reatamento do diálogo" para que "a competição possa ocorrer de forma tranqüila". Sarkozy lamentou "que a tocha e alguns atletas fossem atrapalhados" ontem, no percurso que fizeram por Paris, em meio a protestos pela situação no Tibete e pela repressão na China "porque o ideal olímpico deve ser um ideal que una as pessoas". O presidente francês afirmou, também, que esta situação "torna ainda mais necessária a retomada do diálogo entre China e o dalai lama para que haja uma solução política". Para Sarkozy, isso evitaria que "a tocha olímpica fosse transformada em refém de questões bastante preocupantes, como a situação no Tibete". O presidente acredita que incidentes como os de Paris possam se repetir em outros lugares: "temo que existam protestos semelhantes por onde a tocha passar". Bernard Kouchner, ministro francês de Relações Exteriores, disse que compreende os manifestantes presentes no percurso da tocha olímpica e que, ele próprio, "luta" pelos direitos humanos "há 40 anos". Por outro lado, Kouchner afirmou, em entrevista coletiva, que pelo cargo que ocupa deve levar em conta "o conjunto" da situação. O ministro também afirmou que a França tenta promover a retomada do diálogo entre as autoridades chinesas e o dalai lama, que é "indispensável", e acrescentou que "a tensão em torno da tocha" não acontece só em Paris. "Não se trata de um complô contra a China", completou.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.