Nic Bothma/ EFE
Nic Bothma/ EFE

Scheidt sobe para 7º no Mundial da Laser e está na zona de classificação olímpica

João Pedro Souto de Oliveira, Bruno Fontes e Philipp Grochtmann são os outros brasileiros que disputam a competição

Redação, Estadão Conteúdo

05 de julho de 2019 | 10h42

Robert Scheidt cresceu no segundo de disputa do Mundial da classe Laser, em Sakaiminato, no Japão. Nesta sexta-feira, com bom desempenho nas duas regatas realizadas, o velejador brasileiro subiu 25 posições na classificação geral do campeonato, atingido a sétima colocação.

Scheidt foi o quarto melhor em uma das baterias e o terceiro na segunda. Além disso, passou a contabilizar o descarte do seu pior desempenho na competição, o 27º lugar em uma das regatas de quinta-feira, o dia de abertura do Mundial. Assim, ascendeu na classificação para a sétima posição, com dez pontos perdidos.

"A sexta-feira foi diferente em relação ao primeiro dia. Tivemos mais vento, com cerca de 15 nós, e duas regatas bem técnicas e muito físicas. Consegui imprimir uma boa velocidade e estou contente com a maneira como velejei. O importante agora manter a regularidade e a concentração para as provas deste sábado, último dia da fase classificatória. Dei um bom passo importante para chegar até a flotilha ouro e seguir na luta. Vamos em frente", relatou o multicampeão.

Scheidt está bem à frente dos outros brasileiros que participam do Mundial da classe Laser, que também é classificatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Os outros representantes do País em Sakaiminato são João Pedro Souto de Oliveira (45°, com 43 pontos perdidos), Bruno Fontes (51º, com 48) e Philipp Grochtmann (59°, com 53).

Com seis participações olímpicas no currículo, Scheidt busca se tornar o recordista brasileiro em presenças nos Jogos, com sete. Caso consiga, brigará em Tóquio-2020 pelo seu terceiro ouro olímpico, sendo que já soma cinco medalhas no total. Para obter a vaga olímpica através do Mundial, Scheidt precisa ficar entre os 18 primeiros colocados, além de ser o melhor representante brasileiro no Mundial, pré-requisitos alcançados com as regatas desta sexta-feira.

A vaga, porém, só estará assegurada se outro velejador do Brasil não for medalhista no evento-teste olímpico em Enoshima, ainda neste ano, ou subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

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