Fernando Soutello/Rio-2016
Fernando Soutello/Rio-2016

Segurança da tocha olímpica em São Paulo mobiliza 2.500 policiais

Parque do Ibirapuera e Avenida Paulista terão atenção redobrada do policiamento

Gustavo Zucchi e Nathalia Garcia, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2016 | 17h01

Cerca de 2.500 policiais militares vão cuidar da segurança da tocha olímpica na passagem pela cidade de São Paulo hoje. De acordo com a PM, o aumento do efetivo em relação aos outros municípios se explica pelo longo trajeto – a tocha vai percorrer 51 quilômetros – e também pela expectativa de grande público em vários pontos da cidade, como no Parque do Ibirapuera e na região da Avenida Paulista. A operação deve seguir o mesmo modelo dos demais municípios.

Quem tentar apagar a tocha ou prejudicar o revezamento poderá ser preso. "A orientação é a seguinte: o povo pode se manifestar tranquilamente de uma forma pacífica. O que não pode acontecer é atrapalhar a movimentação do revezamento da tocha. Se tiver uma intercorrência no deslocamento da tocha, a pessoa vai acabar sendo detida", afirmou o tenente-coronel da Polícia Militar, Luiz Renato Fiori.

O Comitê Organizador afasta a preocupação com questões de segurança. "A tocha é um grande palco, sempre vai ter uma pessoa querendo aparecer", afirma Mario Andrada, diretor executivo de comunicação. "Fomos testados ‘em combate’ durante muitos dias e a equipe que protege a tocha e os carregadores fazem um grande trabalho. Em São Paulo, a gente tem talvez a Polícia Militar mais preparada do País. Sem crise", completa.

Protesto. Mesmo com o reforço de policiamento, dois eventos foram criados na rede social Facebook com o nome de "Apagar a Tocha Olímpica em SP". Juntos, eles somam milhares de confirmações. Felipe Mateus, de 27 anos, organizador de festas na zona norte de São Paulo e criador de uma das páginas, defende o protesto de forma pacífica. Sem filiação política e com poucas participações em outros protestos, Mateus garante que vai mostrar sua indignação com cartazes, mas não pretende tentar apagá-la.

"Sou contra a Olimpíada. As pessoas estão investindo mais nela do que na saúde. Vou acompanhar só o futebol porque eu gosto", completa. "A gente não vai conseguir apagar a tocha, mas aconselho que as pessoas estejam lá protestando".

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