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Seleção brasileira prepara lado emocional para semifinal olímpica

Rival, Honduras tem estilo de jogo duro e físico

Almir Leite e Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2016 | 05h00

Além de um time que tem um esquema defensivo e tenta surpreender nos contra-ataques se valendo da velocidade de seus jogadores, Honduras tem uma característica que incomoda a seleção olímpica masculina do Brasil: jogadores fortes fisicamente, que às vezes exageram no jogo duro e cometem muitas faltas. Por isso, a comissão técnica tem enfatizado com as atletas a importância de manter o controle emocional amanhã, caso o adversário recorra à violência na partida de amanhã, que vale vaga na final dos Jogos Olímpicos.

Contra a Colômbia, o time, na avaliação do treinador Rogério Micale, se saiu bem emocionalmente na maior parte do tempo. Isso apesar de muito empurra-empurra, discussões seguidas no primeiro tempo e do pontapé que Neymar acertou em um adversário no primeiro tempo, quando correu o risco de receber um cartão vermelho.

Por isso, o comportamento contra os colombianos é tido como exemplo do que deve ser feito amanhã no Maracanã, caso os hondurenhos apelem. “A equipe se portou muito bem, Soube sofrer, manter o equilíbrio, não entrou na provocação’’, avalia Micale.

O zagueiro Marquinhos, do PSG, acredita que a equipe terá maturidade suficiente para não perder o controle emocional na semifinal, por mais complicada que a partida se apresente. “Vai ser jogo difícil, guerreado, mas se tivermos o mesmo espírito nos sairemos bem. Pela dificuldade, pela luta (contra a Colômbia), todos atingiram um nível de competição que queremos.’’

O volante Walace também vê o comportamento na partida das quartas de final como balizador de como a equipe tem de se portar no futuro. “Eles (colombianos) queriam nos desconcentrar. Acho que o nosso time foi bem maduro e não deixou isso acontecer.’’

Neymar, que para Micale “deu uma resposta muito positiva em termos de equilíbrio’’ contra a Colômbia, deverá ser posto à prova mais uma vez. Ele já conhece a violência dos hondurenhos. Em 2013, num amistoso realizado em Miami vencido pela seleção principal do Brasil por 5 a 0, foi caçado em campo pelos adversários. No final do jogo, ele chegou a ser interpelado por seu marcador, o lateral Peralta, que o chamou de “ator”. Por pouco, os dois não se agrediram fisicamente.

ADIAMENTO

A CBF conseguiu adiar a divulgação dos jogadores convocados para a seleção principal, que deveria ter ocorrido ontem, para segunda-feira. A protelação, pedida pelo técnico Tite, está ligada à equipe olímpica.

Alguns jogadores do grupo que tenta a medalha de ouro inédita na Olimpíada têm expectativa de também integrar a seleção que jogará contra Equador e Colômbia em setembro pelas Eliminatórias da Copa de 2018. O temor era de que quem fosse convocado perdesse a concentração e quem não fosse ficasse abatido. Isso poderia atrapalhar a seleção olímpica.

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