Marko Drobnjakovic/AP
No segundo tempo, o Brasil não foi ultrapassado e manteve liderança até o final para conquistar o título inédito. Marko Drobnjakovic/AP

SELEÇÃO COMEMORA UM ANO DO INÉDITO TÍTULO MUNDIAL DE HANDEBOL

Em 22 de dezembro de 2013, time brasileiro venceu a anfitriã Sérvia diante de 20 mil torcedores na Arena Belgrado e se consolidou no cenário internacional

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2014 | 07h00

Há um ano a seleção brasileira feminina entrava para a história do handebol. Com uma vitória sobre a anfitriã Sérvia por 22 a 20, a equipe calou os 20 mil torcedores na Arena Belgrado e faturou o título mundial de forma invicta. A conquista inédita veio para coroar a evolução da equipe e consolidar a força das brasileiras no cenário internacional.

Para a meia Eduarda Amorim, o grupo subiu ao longo dos anos e tem condições de entrar na briga por mais medalhas. "A gente está um passo à frente, tem uma maturidade que nos dá uma confiança maior para os próximos campeonatos."

Outra consequência sentida pelo grupo nesse tempo foi a mudança de atitude das tradicionais seleções, que passaram a respeitar mais o Brasil durante as disputas. "Todos os times querem ganhar do campeão do mundo", destaca o dinamarquês Morten Soubak, técnico do Brasil. Depois de um ano mais tranquilo, a seleção já está focada nos desafios de 2015, em que disputará os Jogos Pan-Americanos de Toronto em julho e lutará pelo bi mundial na Dinamarca em dezembro.

E as jogadoras sabem que terão de se superar para voltar ao pódio. A pivô Fabiana Diniz, avalia que as adversárias têm apresentado um ótimo nível nesta temporada. "As equipes estão cada vez mais fortes e mais rápidas, a gente tem de se manter no mesmo nível para que os jogos sejam decididos nos detalhes." O trabalho das rivais também é destacado por Alexandra, eleita a melhor jogadora do mundo em 2012. "As outras seleções continuam a evoluir. Temos de fazer a mesma coisa."

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'Não tem discussão: o handebol será mais veloz', avalia Morten

Para técnico dinamarquês, Europeu mostra evolução das equipes e ajuda a nortear preparação para o Mundial da Dinamarca, em 2015

Entrevista com

Morten Soubak

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2014 | 07h00

O dinamarquês Morten Soubak, responsável por levar a seleção feminina de handebol ao topo do mundo em 2013, teve o seu reconhecimento ao ser eleito o melhor técnico do ano de esportes coletivos no Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo COB. Em entrevista exclusiva ao Estado, o treinador fala sobre o atual momento da equipe brasileira, a tendência do handebol mundial e as expectativas para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Como foi o período de treinos na Europa?

Tivemos uma ótima semana na Espanha, os treinos foram muito produtivos e estamos contentes. Nos amistosos que fizemos na Suécia não conseguimos chegar no mesmo nível que mostramos na Espanha, mas também foram muitos jogos em poucos dias. Isso não serve como desculpas e explicações porque durante um campeonato muito forte também temos muitos jogos em poucos dias, temos de tentar melhorar.

Você está tentando criar mais variações na equipe?

Não é uma questão para agora. Estamos tentando implementar um novo sistema defensivo pensando para 2015 ou 2016. Agora estamos fazendo uma avaliação e vamos para o primeiro encontro no ano que vem sabendo melhor o que deu certo e o que deu errado, para focar nas ideias novas, saber o que nós vamos continuar investindo e o que vamos largar.

O que você acha que hoje é a maior deficiência da equipe?

Sempre fomos baseados em uma defesa bem forte e isso vai continuar independente do sistema defensivo que vamos trabalhar. Podemos falar que ainda estamos procurando implementar mais coisas ofensivamente, temos mais um ano para trabalhar isso para o Mundial da Dinamarca e temos mais um ano e meio para Rio/2016.

No Europeu, as jogadoras estão apresentando muita velocidade e força. Você acha que essa é a tendência do handebol feminino mundial?

Não tem discussão que o handebol só vai ser mais veloz e só vai ter meninas que vão evoluir partes físicas individual e coletivamente. Nós temos de correr no mesmo caminho porque isso vai ser a evolução do handebol feminino. Nós estamos cientes disso. Esse Europeu serve muito bem para nós também vermos nossos concorrentes, para vermos a que ponto outras seleções estão evoluindo.

Com a consolidação do Brasil no cenário mundial, as outras equipes passaram a estudar mais a equipe?

O respeito dos nossos adversários subiu um degrau. Não duvido que o Brasil já estava respeitado como seleção, mas agora que conseguimos ganhar a medalha mudou um pouquinho. E também mudou para nós porque sempre fomos correndo atrás dos nossos adversários e agora virou a moeda. É lógico que todo mundo quer ganhar do campeão do mundo.

Como está sendo a transição da equipe com a entrada de jogadoras mais jovens?

Tivemos grandes lições no último ano, vamos continuar com as jovens que achamos que têm chance para chegar à seleção adulta. Mas elas têm de mostrar que estão no nível para uma seleção adulta.

Acha que o fato de a liga brasileira não ser tão forte quanto as ligas europeias atrapalha na renovação da equipe?

Acho uma pena que não tenhamos uma liga nacional forte. Comparado com as fortes ligas europeias, atrapalha sem dúvida. Os europeus estão jogando o ano inteiro, uma jogadora brasileira não. Em 12 meses, você compara os números de amistosos para uma equipe forte na Europa e uma equipe forte do Brasil. Estamos em dois mundos diferentes.

E você já pensa em Olimpíada ou vai focar primeiro no Pan e no Mundial?

A Olimpíada está na cabeça desde que Brasil foi escolhido como sede, mas tem um monte de campeonatos até lá. Claro que o próximo objetivo que nós temos é fazer o melhor no Mundial da Dinamarca, mas sempre a Olimpíada está bem colada em relação a qualquer treino, qualquer amistoso que estamos fazendo.

Acha que uma Olimpíada em casa pode trazer uma pressão muito maior a que as meninas estão acostumadas?

Talvez. Qualquer situação vai haver pressão, mas prefiro virar e falar: 'Que bom que vamos jogar uma Olimpíada em casa'. É uma situação histórica e poucos de qualquer modalidade vão ter a oportunidade de ter uma Olimpíada em casa. Temos de tentar aproveitar os torcedores, que vão fazer o possível para ajudar o Brasil. Acho que temos de tentar ver por outro ângulo.

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Jogadoras veem seleção mais madura na busca pelo bi

Duda, Alexandra, Deonise, Babi e Dara falam sobre o momento da equipe brasileira e analisam a evolução das adversárias europeias

Entrevista com

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2014 | 07h00

Sem disputar importantes competições internacionais em 2014, a seleção brasileira feminina de handebol teve tempo para festejar a conquista do título mundial obtida na Sérvia há um ano e se adequar às mudanças para continuar colhendo frutos do sucesso na próxima temporada.

Além do destaque coletivo no Mundial, as jogadoras se sobressaíram com importantes feitos individuais. A goleira Bárbara Arenhart, a Babi, foi escolhida como a melhor de sua posição na competição, a meia Eduarda Amorim, a Duda, foi eleita a MVP (sigla em inglês para jogadora mais valiosa) e a ponta-direita Alexandra Nascimento, a Alê, ostenta a honra de melhor jogadora do mundo de 2012 e foi a artilheira da decisão contra as anfitriãs. O Estado conversou com exclusividade com as três atletas, com a meia Deonise e com a pivô e capitã Fabiana Diniz, a Dara, sobre a evolução da equipe. A jogadoras também comentaram sobre a pressão que irão enfrentar nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Como foi esse ano para a seleção feminina após a conquista do título mundial?

DUDA - Foi um período muito gostoso. A gente já vinha evoluindo desde o Mundial do Brasil (em 2011). Desde que a gente começou com o Morten (Soubak), já sentiu uma diferença e foi cada vez chegando mais perto até conseguir a medalha no último Mundial. Agora estamos mantendo o trabalho. Alguns jogos não foram tão bons, mas acho que o nosso nível não caiu, talvez a gente não estava no mesmo ritmo do Mundial. Nessa última fase de treinos (na Espanha e na Suécia), as meninas foram um pouco melhor e conseguiram chegar mais próximas da nossa atuação. No Mundial (em dezembro de 2015) vamos ter de melhorar, já que todo mundo vai querer jogar e ganhar da nossa equipe. Teremos de estar bem mais preparadas.

ALEXANDRA - Nós fizemos uma fase de treinamento, participamos da Golden League, na Dinamarca, e infelizmente não fomos muito bem, mas dá para entender porque passamos muito tempo sem se reencontrar. Muitas meninas jogam na Europa e foi bem difícil reunir todo mundo. Em março vamos ter outra fase de treinamento da seleção, estamos nos preparando para o Mundial. Sabemos que não vai ser nada fácil até porque temos a oportunidade de olhar o Europeu e as seleções estão renovadas, mas também jogando um handebol muito rápido e com muita força. Vamos ter de nos preparar bastante para conseguir de novo alguma medalha no Mundial.

DEONISE - Foi um ano para a gente se situar onde estava e no momento em que estava. Quando a gente foi disputar um campeonato na Dinamarca (Golden League), a gente teve um respaldo. E na Espanha e na Suécia tivemos muito o que observar, muita coisa que consertar. As equipes estudam a gente muito mais, então, precisamos renovar e estar sempre buscando o que tem de melhor no handebol para conseguir ganhar. A gente ganhou alguns jogos e perdeu outros, mas isso é bom para o nosso crescimento e para ver que ser campeã do mundo é muito mais do que só ser campeã, precisa estar sempre evoluindo para estar entre as melhores.

BABI - Foi um ano em que a gente pôde dar uma relaxada, deixar a ficha cair porque só teve uma competição oficial, os Jogos Sul-Americanos em março, e nós ganhamos. No resto do ano a gente se concentrou em treinar já focando nas próximas competições. Não tivemos nenhuma obrigação por assim dizer.

DARA - Como a gente teve só o Sul-Americano, no Chile, foi um ano mais tranquilo, deu para comemorar bastante o título. Foi um ano muito bom, deu para aproveitar essa conquista e dar uma continuidade muito boa, conseguimos manter um estilo de jogo, uma sequência depois do Mundial já encarando os objetivos que a gente tem em 2015 e a Olimpíada.

Qual foi o momento mais marcante do Mundial?

DUDA - Eu gostei muito da semifinal. Uma coisa que me marcou foi a parte da comemoração, a gente celebrava cada vitória como se tivesse terminado o mundo, foi bem legal. No último dia bateu um alívio, saiu toda aquela pressão e agora vamos estar mais calmas para os próximos campeonatos.

DARA - No jogo das quartas de final, a gente estava na segunda prorrogação e perdendo de um gol. Eu viro para a Duda e para a Mayssa, que estava no gol, e falo: 'Não vai passar, a bola não vai entrar', mas eu falo com tanta raiva que parece que eu estava brigando com elas. Isso veio muito na minha cabeça porque a gente estava naquele momento de nervosismo, de adrenalina. E realmente não foi gol. Foi um momento que ficou bem marcado.

Hoje podemos dizer que a seleção brasileira subiu um degrau?

DUDA - Acredito que sim. A gente hoje sabe o caminho para chegar onde precisa e sabe que tem de prestar atenção em todos os detalhes. A gente está um passo à frente, tem uma maturidade que nos dá uma confiança maior para os próximos campeonatos.

ALEXANDRA - Com certeza. Ficamos em primeiro lugar e não foi um acidente. Nós conseguimos ganhar na primeira fase, não perdemos nenhum jogo, passamos para as quartas de final, semifinal e final sem nenhuma derrota. Nós estávamos em um momento muito bom, em que todas as atletas estavam conectadas e conseguindo apresentar um ótimo handebol. A gente demonstrou e provou que nosso handebol melhorou, mas isso não significa que não temos que continuar trabalhando, continuar estudando. As outras seleções continuam evoluindo e temos de fazer a mesma coisa porque o Brasil não é o berço do handebol.

DEONISE - Com certeza. Acho que foi um degrau grande. Todos os treinadores que entraram na seleção e todas as meninas acrescentaram um grãozinho de areia para a gente dar esse passo tão grande, que foi chegar à conquista do título mundial. Só que agora a gente precisar manter esse passo. Foi muito difícil chegar, mas eu sempre falo que é muito mais difícil manter esse título. Agora todo mundo te olha, as pessoas cobram perfeição.

BABI - O Mundial provou que hoje somos uma outra equipe, que não somos o mesmo Brasil de tempos atrás. Acho que a gente vem mostrando isso ao longo dos anos. Agora a gente já se vê em outro patamar, mas não se vê ainda onde gostaria de estar. Sabemos que tem muita coisa para melhorar e o handebol não parou de evoluir.

DARA - Não somos mais qualquer time. Fizemos um Mundial com bons jogos contra grandes equipes e as pessoas não vão achar que a qualquer momento vão ganhar do Brasil. Agora é o Brasil que a qualquer momento pode ganhar. Nossa maior dificuldade será manter um nível muito alto para continuar no topo.

Como as equipes da Europa têm se preparado?

DUDA - Nesse Europeu, as equipes estão jogando cada vez mais rápido e usando mais contra-ataques. Cada vez tem mais atletas de alto nível, que podem rodar bastante. Consigo ver um dinamismo muito maior, tem mais vídeos e dá para estudar o time adversário.

ALEXANDRA - Hoje o handebol dos clubes está mudando. Estamos fazendo parte da evolução do handebol na Europa e a gente sabe que é uma coisa que tem de ser levada para a seleção brasileira. O handebol está mais forte, mais veloz e só tende a ficar a mais rápido. No feminino, os técnicos estão fazendo um trabalho muito bom de perna, as meninas do ataque estão absurdamente rápidas e fortes.

DEONISE - Todas as equipes estão se preparando muito. Com esse conhecimento que cada equipe tem de outra, se torna muito mais difícil jogar. Isso é complicado porque as outras jogadoras acabam conhecendo a gente também em certos pontos psicologicamente ou mesmo dentro de quadra, como jogamos. É a maior dificuldade com essa quantidade de informações que a gente pode ter por meio da internet ou da TV.

DARA - O fato de as equipes da Europa terem jogos de altíssimo nível já é uma vantagem que elas têm sobre a gente. Jogaram esse ano o Europeu e a gente não teve nada no mesmo nível. Técnica e taticamente não muda muita coisa, mas fisicamente acho que estão cada vez mais fortes, mais rápidas e a gente tem de se manter nesse mesmo nível que elas para os jogos serem decididos nos detalhes. Elas vão sair na nossa frente.

Qual é a maior deficiência ou dificuldade da seleção brasileira?

DUDA - Em tudo eu acho que a gente pode melhorar um pouco. Talvez poderia dizer do ataque e do contra-ataque, que é onde a gente precisa da maior melhora. Nossa defesa está muito bem é até um exemplo para outras equipes.

ALEXANDRA - A maior dificuldade é juntar as atletas. O convênio que a confederação teve com o Hypo (da Áustria) de ter pelo menos oito brasileiras treinando e jogando juntas em uma liga muito forte foi um ponto muito positivo. Infelizmente esse ano não conseguimos continuar o projeto e nem implementá-lo em outro clube. Vai ser um ponto negativo, mas tudo é possível e estamos trabalhando muito forte. Acho que o problema principal será juntar todas as brasileiras para a preparação para o Mundial.

BABI - A gente vê um handebol muito rápido e muito forte. Temos isso na nossa seleção, mas é uma coisa que a gente tem de melhorar com certeza. A nossa chave é a defesa, mas a gente ainda tem coisas para melhorar na nossa transição e no nosso ataque.

Já é possível pensar nos Jogos Olímpicos do Rio?

DUDA - Individualmente todas as minhas decisões - como em que clube jogar e onde ficar - são pra Olimpíada. Todo mundo tem esse grande sonho, esse grande foco. Mas a gente tem de ir passo a passo. O Pan de Toronto vai ser um bom treino, não tanto de alto nível. Depois vai ter o Mundial para testar, para depois vir uma Olimpíada. São todas as experiências que a gente vai poder arrecadar para ficar mais perto do nosso sonho na Olimpíada.

ALEXANDRA - Inconscientemente a gente pensa na Olimpíada, especialmente por ser no Brasil. É um presente para os atletas que terão a oportunidade de disputar um Olimpíada em casa. A gente espera se entregar 100%, fazendo um trabalho com muito amor para não acontecer nenhum imprevisto. Esperamos que todas as jogadoras estejam inteiras para a gente conseguir fazer uma ótima Olimpíada no Brasil, dar orgulho para nossos fãs, nossa torcida e para os familiares também.

DEONISE - Antes de a gente ter esse pensamento concreto, precisamos passar por outros passos antes, o Pan de Toronto e o Mundial de 2015, antes de se concentrar 100% na Olimpíada. Depois do Mundial nossa cabeça vai estar voltada para 2016.

BABI - Com certeza, já estou pensando tem bastante tempo. Aprendemos ao longo desses anos em nossa carreira profissional que a gente precisa fazer planos. Nossa responsabilidade na próxima Olimpíada é muito maior do que no próximo Mundial, é um termômetro para a gente sentir como estão as equipes e a Olimpíada é nossa maior preocupação.

A torcida brasileira pode colocar uma certa pressão na seleção pela expectativa de medalha?

DUDA - Essa pressão já existia antes mesmo de a gente ganhar essa medalha no Mundial. O brasileiro é um pouco impaciente, tem de ganhar ouro. Vai ser uma pressão um pouco diferente, mas nós temos pessoal da psicologia nos ajudando para lidar da melhor maneira possível com isso. A medalha no Mundial também ajudou bastante porque nos dá mais confiança, um pouco mais de tranquilidade para a Olimpíada. Acho que a torcida vai ajudar bastante também.

ALEXANDRA - Antes nós tínhamos a pressão por não termos um título mundial, agora é saber dosar. Acredito que a gente já tem um pouco de experiência para lidar com a pressão, o perigo é que teremos familiares e amigos por perto, a gente tem de tentar se concentrar só no handebol, para ser uma coisa positiva para a gente também. Ou você joga muito bem ou você joga muito mal, é difícil ter um meio-termo. Tínhamos nossos medos e ultrapassamos no último Mundial, os tombos que levamos pelo caminho ajudou a gente a entender o que tínhamos que mudar.

BABI - Vejo hoje a gente como uma equipe muito madura. Sempre tivemos a pressão de ser o esporte que tinha de mostrar que podia para depois ter algum apoio. Pressão maior do que essa não vai existir. Nós não somos invencíveis. Somos campeãs do mundo, mas já ficou para trás. Somos muito conscientes de que a gente tem de trabalhar muito. 

DARA - No Mundial ficou claro o quanto mentalmente a gente foi forte, contamos com muitos fatores adversos. Fora outras coisas da nossa vida pessoal, problemas que todo mundo tem de bloquear. Nossa psicóloga conseguiu fazer um trabalho de foco, de concentração e de força mental para os momentos adversos. A gente tem batido muito nessa tecla e tem dado resultado. 

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