André Mourão/Divulgação
André Mourão/Divulgação

Seleção de basquete admite nervosismo em derrota na estreia

Atletas consideram que time estava muito ansioso para o jogo

Ciro Campos, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2016 | 17h51

Os jogadores da seleção brasileira masculina de basquete reconheceram qual foi o motivo da derrota para a Lituânia por 76 a 82 na estreia nesta Olimpíada do Rio de Janeiro. Após a partida na Arena Carioca 3, a equipe afirmou em entrevistas na zona mista que o nervosismo e a ansiedade para atuar diante da torcida custaram uma atuação ruim no primeiro tempo, com a desvantagem de 29 pontos ao fim da etapa.

"Nunca tínhamos jogado uma competição tão importante em casa e isso pesou. A ansiedade atrapalhou bastante. Pelo menos o bom desse torneio é que não termina no primeiro jogo", afirmou o ala-pivô Augusto Cesar. A fase de grupos terá cinco rodadas e os quatro melhores times de cada chave avançam às quartas de final. O próximo compromisso do Brasil será contra a Espanha, na terça-feira.

Após errar muitos ataques no primeiro tempo, a equipe reagiu. No último quarto, chegou a ficar quatro pontos atrás dos lituanos. "Ficamos muito nervosos. Temos que agradecer a torcida, porque mesmo com 30 pontos atrás, eles continuaram gritando e incentivando. Eles foram sensacionais. Só temos a agradecer, até porque fica difícil chamar a torcida quando a equipe está errando os arremessos e a bola não cai", afirmou Guilherme Giovannoni, um dos veteranos da seleção, de 36 anos.

A segunda parte do jogo teve gritos de "eu acredito" e muitas vaias à Lituânia. A equipe europeia pontuou três vezes menos do que o Brasil no último quarto. "A Lituânia é a terceira melhor seleção do mundo e, por estar 31 pontos à frente, parecia um placar quase definido. Mas a torcida compareceu, apoiou e fez a gente acreditar que poderíamos chegar. A torcida foi o MVP", elogiou o pivô Nenê.

Para o armador Raulzinho, mesmo o nervosismo na etapa inicial não será lembrado daqui em diante. Segundo o jogador, a atuação na segunda etapa servirá como base para o restante da campanha nos Jogos do Rio.

"Para a nossa confiança não seria nada bom terminar 40 pontos atrás da Lituânia, como o jogo estava se encaminhado. O resultado ficou com um gosto diferente. Psicologicamente e mentalmente o segundo tempo foi muito bom para nós", comentou.

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