Lucas Figueiredo / CBF
Lucas Figueiredo / CBF

Seleção de futebol masculino ajusta foco para confronto das quartas nos Jogos de Tóquio

A um jogo das semifinais, atacante pede atenção com jogo mata-mata e faz alerta sobre eficiência da defesa egípcia

Toni Assis, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2021 | 22h00

Um divisor de águas. Assim pode ser classificada a partida deste sábado entre a seleção brasileira e o Egito, pelas quartas de final  dos Jogos de Tóquio, às 7h, em Saitama. Uma eliminação significa um retorno antecipado e frustrante. Já um triunfo, mantém vivo a chance de defender o ouro olímpico conquistado em 2016. E quem dá o alerta para a importância do confronto é Richarlison, artilheiro da equipe  e dono da camisa 10 amarela.

 “Temos que estar focados porque agora é vale tudo mesmo. É mata-mata e sabemos que se errarmos, estamos fora. Vamos consertar tudo que tem para arrumar”, afirmou o jogador que se tornou uma espécie de dono do time pelo seu desempenho na competição.

 Artilheiro das Olimpíadas com cinco gols em três partidas, o jogador de fato, tem uma postura de líder ao trabalhar o estímulo do elenco.

  “Aqui temos um grupo forte onde todos os atletas são destaques em seus times. Quem tem entrado no segundo tempo tem nos ajudado muito. No último jogo, por exemplo, dois gols foram feitos após as substituições”, alertou o atacante.

 Mas a declaração do destaque do time tem também um sentido de preocupação, principalmente em relação a atuação da equipe nos jogos contra a Costa do Marfim e a Arábia Saudita.

 “Acabamos fazendo um primeiro tempo muito abaixo na última partida. E precisamos cuidar disso, melhorar e entrar focado 100%”, comentou.

 Essa falta de foco pode se justificar diante do adversário. Apesar de não ter tradição no futebol, os egípcios se classificaram num grupo em que a Argentina acabou eliminada. Outro ponto que merece destaque por parte do rival é o seu sistema defensivo: foi vazado apenas uma vez nesta Olimpíada.

 “Aqui nós já percebemos como as equipes vêm jogando contra o Brasil. Eles jogam por uma bola. Vimos a dificuldade que é penetrar na defesa adversária.”

 Para a partida, o técnico André Jardine deve apostar num time bastante ofensivo para tentar encurralar o Egito na defesa. No último treino, ele permitiu a presença da imprensa somente no início dos trabalhos e depois fez um treino secreto para fazer ajustes. 

 Na defesa, ele conta com o apoio dos laterais Daniel Alves e Guilherme Arana pelas extremas do campo para surpreender o rival. No meio-campo, ele conta com o retorno de Douglas Luiz após cumprir suspensão por ter sido expulso contra a Costa do Marfim 

 No ataque, porém, Antony pode dar lugar a Malcolm. Reinier é outro atleta que pode ganhar uma chance no lugar de Claudinho na armação das jogadas.

 Sobre ter pela frente uma equipe que nunca conquistou uma medalha olímpica, o treinador usou os jogos da própria seleção brasileira na fase de grupos para mostrar o que pensa do confronto.

 “Camisa não joga sozinha. As seleções com menos tradições (Costa do Marfim e Arábia Saudita) fizeram jogos tão duros quanto a Alemanha, que foi o nosso adversário de estreia. O que temos de fazer é estudar muito o adversário e focar no nosso espírito de jogo”, disse Jardine.

 FICHA TÉCNICA

BRASIL x EGITO

BRASIL – Santos; Daniel Alves, Diego Carlos, Ricardo Graça e Guilherme Arana; Douglas Luiz, Bruno Guimarães e Claudinho (Reinier); Antony (Malcolm), Richarlison e Matheus Cunha.

 Técnico: André Jardine.

EGITO – Elshenawy: Hamdy, Fouad, Gala e Abdelsalam; Hegazy, Mohzsen, Maher,  Mohamed; Sobhi e Adel.

Técnico Gharib Shawky

HORÁRIO – 7H (horário de Brasília). 

LOCAL – Saitama Stadium. NA TV – Globo, SporTV e BandSports

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