João Neto/Fotojump
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Seleção de rúgbi sevens tenta vaga no Pan no torneio de Mar del Plata

Neste domingo, Brasil terá jogo-chave com o Paraguai, o maior rival no continente. Favoritismo ao título pertence ao Chile

Alessandro Lucchetti, O Estado de São Paulo

09 de janeiro de 2015 | 21h15

 Uma guerra com o Paraguai. Esse deverá ser o jogo-chave da seleção brasileira de rúgbi sevens no tradicional Torneio de Mar del Plata, que oferece duas vagas para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho. Neste sábado, o Brasil enfrenta a Venezuela (a partir das 12h40), Peru (14h40) e Colômbia (17h40). No domingo, os adversários são Paraguai (16h10) e o favorito ao título, o Chile (18h30).

Há pouco mais de um semestre sob o comando do argentino Andrés Romagnoli, que levou seu país à conquista da medalha de prata no Pan de Guadalajara (derrota na final para o Canadá), o Brasil experimenta uma escalada em seu nível físico e técnico, segundo Fernando Portugal, o capitão da equipe.

"No segundo semestre implantamos um sistema semiprofissional com treinos periódicos. A preparação se centralizou em São José dos Campos. Estamos treinando muito mais, e isso fisicamente representa uma diferença grande, sobretudo no sevens (o fator físico ganha mais relevância nas partidas com equipes de apenas sete jogadores). A gente está podendo respeitar muito mais a proposta do treinador, por estarmos treinando mais".



A seleção brasileira, renovada, está podendo se dedicar com mais frequência aos treinos. Grande parte dos jogadores é agora formada por estudantes universitários, que toparam trancar a faculdade nos próximos três semestres. Os atletas mais velhos fazem o que podem para comparecer aos treinos. Portugal, que é coordenador técnico do São José e exerce outras atividades no meio do rúgbi, como a de comentarista de TV e palestrante, tem mais flexibilidade do que outros trabalhadores.

Com esse volume maior de treinos, o Brasil em tese livra certa vantagem em relação a seu grande rival no continente, o Paraguai, que também vive no amadorismo. "Anos atrás eles tinham uma vantagem porque praticamente todas as equipes deles se concentram na região de Assunção. A gente vivia mais espalhado, e tinha mais dificuldades para se juntar para treinar", diz Portugal.

No torneio de Viña del Mar, no ano passado, o Brasil ganhou do Paraguai nos acréscimos. "Brasil e Paraguai é como Palmeiras x Corinthians. É sempre um jogo duro. As duas seleções querem dar tudo o que têm quando se enfrentam. Hoje estamos mais bem treinados e experimentados do que eles. Não digo que vai ser fácil porque não vão dar nada de graça para nós, mas temos chance de fazer um jogo mais tranquilo se colocarmos em prática tudo o que treinamos", diz Portugal.

Segundo o capitão, dos demais adversários, apenas a Colômbia, que vem crescendo, preocupa um pouco mais. Se o Paraguai for superado, o Brasil deverá estar classificado, pois o torneio oferece duas vagas para o Pan. Contra o Chile, a expectativa é fazer um jogo equilibrado, com alguma chance de vitória.

"Acredito que tenhamos chances de ganhar do Chile, sim. Em 2013 nós ganhamos, mas eles trabalharam demais no ano passado, enquanto nós vivemos um período de transição e de troca de treinador, e acabamos perdendo para eles. O Chile vive outra realidade, com jogadores no exterior. Mas acho que hoje temos mais armas para ganhar deles", afirma Portugal.

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