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Seleção masculina de hóquei vai à Europa de olho em vaga olímpica

Equipe só volta ao Brasil após o Pan de Toronto, que será em julho

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

04 Março 2015 | 09h32

A seleção masculina de hóquei sobre grama embarca nesta quarta-feira, às 20h, para a Europa e só retorna ao Brasil após os Jogos Pan-Americanos de Toronto, que será realizado entre 10 e 26 de julho. Para o capitão Bruno Mendonça, a meta é voltar com a vaga olímpica na bagagem. "Precisamos ficar entre os seis melhores, entre oito seleções. Temos boas chances e nossa disputa será principalmente com Cuba, Chile e Trinidad e Tobago", afirma o jogador.

Aos 31 anos, ele conheceu a modalidade por acaso, em 2008, e começou a praticar apenas no ano seguinte. "No Pan de 2007 tinha visto uma reportagem, mas não me aprofundei muito. Aí, no final de 2008, fui ver um evento que o quartel promoveu, pois sou militar. Me interessei por ver que era diferente, mas também por achar que era parecido com futebol", conta.

Bruno joga como atacante na modalidade que usa tacos para mandar uma bola a gol. "Taticamente as equipes são parecidas com o futebol", explica o atleta, que ficará cinco meses longe de casa. "Serão quatro meses de preparação, na Holanda, Bélgica, Alemanha, Itália e talvez Inglaterra. É duro porque tenho um filho pequeno e sou casado, então vou ter muita saudade. Inclusive, meu filho faz aniversário na época do campeonato e eu não estarei lá", diz.

O capitão da seleção lembra que o grupo está junto há mais de quatro anos e que essa imersão no exterior será fundamental para dar experiência ao elenco. "A expectativa é boa. Estamos vindo de uma preparação física individual e vamos para um lugar onde estão as melhores seleções do mundo. Esperamos fazer bons jogos e a confederação tem marcado alguns amistosos."

Ele sabe que a popularização do esporte ainda vai demorar, pois o Brasil não tem qualquer tradição no hóquei sobre grama. "Nós que jogamos tentamos passar o máximo de informações para quem quer aprender", conta Bruno, que sempre conversa com amigos, familiares e curiosos sobre a modalidade.

Se no caso do masculino a seleção tem tido uma evolução, no feminino as dificuldades são maiores e o Brasil não terá representantes mulheres no hóquei sobre grama nos Jogos de 2016. "Infelizmente elas não estarão", reconhece Bruno, ciente das dificuldades encontradas na tentativa de melhorar o nível técnico e a posição no ranking. Com a ausência das meninas, a confederação tem colocado seus esforços financeiros no masculino.

De qualquer maneira, Bruno sabe que se os homens conseguirem a vaga para a Olimpíada no Rio será um grande feito. E ele sabe que Inge Joanna Vermeulen, que morreu recentemente na Holanda e foi goleira da seleção feminina, ajudou muito nessa empreitada. "Ela foi nossa preparadora de goleiros, o que aconteceu é triste, pois era uma pessoa muito querida, trabalhava muito bem e era dedicada ao hóquei. Ela fez muito pelo nosso esporte e para que a gente tivesse reconhecimento internacional."

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