YVES HERMAN | REUTERS
YVES HERMAN | REUTERS

Seleção masculina de vôlei a um passo da 4ª final olímpica seguida

Bernardinho diz que seleção precisa jogar com “esperteza e paciência” para ganhar da Rússia

Antonio Pitta e Ciro Campo, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2016 | 05h00

Depois de superar a pressão psicológica, na primeira fase, o time brasileiro masculino de vôlei precisará vencer a limitação física para avançar à quarta final olímpica seguida. Dois importantes atacantes, Lipe e Lucarelli, ainda são dúvidas para a partida, após passarem por exames. Contra a potência física da Rússia, nesta sexta-feira, no Maracanãzinho, às 22h15, o técnico Bernardinho já alertou que o time precisará de “paciência e esperteza” para ganhar não pela explosão, mas pela persistência.

“É um confronto físico. Não podemos enfrentá-los com a força, temos que ser espertos. Impaciência e pressa são inimigas em jogos com rallys longos. O Brasil sempre teve um jogo para atacar e definir logo. Não é mais assim, tem que preparar cada jogada”, explicou Bernardinho.

O confronto contra a Rússia, na semifinal, antecipa a revanche entre as duas equipes finalistas da Olimpíada de Londres, em 2012, quando a Rússia venceu, de virada. Naquela partida, o Brasil abriu dois sets a zero e teve dois match points já no terceiro set. Mas a Rússia quebrou a vantagem, virou o placar e fechou a partida no tie break.

Quatro anos depois, as tradicionais seleções no esporte voltam a se enfrentar com equipes renovadas – apenas quatro jogadores e os técnicos de ambas as equipes estiveram na última final.

Na primeira fase, a Rússia só perdeu para a Argentina, eliminada pelos brasileiros na quinta-feira. O Brasil teve duas derrotas (Estados Unidos e Itália) e uma classificação dramática na última partida da fase classificatória contra a França.

“Perdemos dois jogos no detalhe, partidas equilibradas. Depois começamos a ter mais energia e determinação. O time criou uma identidade e uma ‘casca’ com as derrotas. Agora nosso time está osso duro de roer”, disse o estreante em Olimpíada, William.

“Espero que isso se reflita contra a Rússia”, comentou Serginho, que considera o confronto o mais difícil das últimas três semifinais olímpicas em que esteve presente, com saldo de duas pratas (2012 e 2008) e um ouro (2004). “Eles são mais fortes do que a gente, tem que jogar bem pensado. Vou buscar esse ouro de qualquer jeito”, diz o ídolo da torcida, que aos 40 anos joga as últimas partidas pela seleção.

Quem ganhar o confronto, disputará a final contra o vencedor da partida entre Itália e Estados Unidos, que jogam às 13h.

Lesões. Para vencer o paredão do bloqueio russo e a força do ataque, o Brasil vai depender ainda mais da potência do ataque de Wallace. Sem os parceiros Lucarelli e Lipe para dividir as bolas em quadra, ele foi decisivo para a vitória contra a Argentina, e saiu como o maior pontuador da partida.

A limitação física da equipe é alvo de preocupação para Bernardinho desde a primeira fase – o central Maurício Silva lesionou a coxa na véspera da abertura da Olimpíada e só entrou em quadra na quarta partida. Seu substituto, Lucão, também sentiu dores no joelho após a primeira partida. “Sem desculpa, vamos jogar”, disse o técnico, após reconhecer “preocupação” com as lesões.

Na última quinta, Lucarelli e Lipe fizeram exames para avaliar a gravidade das contusões. Lucarelli foi diagnosticado com um estiramento muscular leve, e Lipe, um dos principais sacadores, com uma contratura na lombar. Com tratamento à base de remédios e fisioterapia, os dois foram poupados do treino da última quinta-feira, quando Bernardinho testou alternativas para a equipe. A escalação definitiva só sairá após um teste físico dos dois titulares, nesta manhã.

“Junta a perna de um com o joelho do outro e, se tiver que ser assim, vai ser. Os 12 jogadores que estão aqui têm condições de entrar. Vamos tentar recuperar quem dá e jogar com quem tiver apto”, disse o central Lucão. Para ele, a seleção tem a responsabilidade de “representar o vôlei brasileiro” na Olimpíada, após a eliminação da equipe feminina. “Tem que crescer na adversidade”, completou.

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