Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Seleção masculina de vôlei enfrenta a Itália por reabilitação na Olimpíada

Brasil quer retomar caminho das vitórias após perder para os EUA

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

13 Agosto 2016 | 06h45

Sem tempo para lamentações, a seleção masculina de vôlei tenta se reerguer na Olimpíada do Rio contra a líder do grupo, a Itália, neste sábado, às 22h35, no ginásio do Maracanãzinho. Com apenas um set perdido em toda a competição, a seleção italiana é comandada por um cubano, o atacante Osmany Juantorena, de 30 anos. O atleta se naturalizou há apenas sete anos e comandou o ressurgimento da seleção italiana no esporte mais tradicional do País.

Juantorena competiu por Cuba até 2006, mas foi suspenso por dois anos por doping. No período, se mudou para Itália onde ascendeu na carreira e comandou a classificação de uma desacreditada seleção italiana para a Olimpíada, no último ano. O atacante de saque potente ainda se recupera de uma lesão, mas é o principal pontuador da equipe, com cerca de 40 pontos na competição.

Matematicamente classificada, a Itália já pensa nos desafios da próxima etapa a quer escapar do confronto contra a Polônia, outra potência no esporte. "Vai ser difícil jogar contra o Brasil, mas é muito importante para nós ganhar e ficar em primeiro. Todos os times têm alto nível, se a gente comete um erro fica de fora", disse o atacante, na última quinta-feira.

No grupo brasileiro, a situação do time do técnico Bernardinho é delicada. Na terceira colocação, o time está com seis pontos, atrás da França que tem melhor saldo de pontos. Brasil e França se enfrentam nesta segunda-feira. Já Canadá e Estados Unidos têm quatro pontos e seguem vivos na disputa, com jogos mais fáceis pela frente.

A derrota na última quinta-feira, por 3 sets a 1 contra os Estados Unidos, expôs a dificuldade brasileira na defesa e para articular contra ataques. O último treino, nesta sexta-feira, foi focado nesses fundamentos. Nas palavras de Bernardinho, faltou "lucidez" dos jogadores ante o ataque agressivo dos adversários. "Temos que aprender com esse jogo para melhorar contra a Itália e tentar sobreviver neste grupo. Temos que saber jogar nesse tipo de situação, criar situações com lucidez para jogar a bola, por que essa é a situação que vamos enfrentar nos próximos jogos", disse.

O capitão do time brasileiro, o levantador Bruninho, avaliou que os norte-americanos souberam impor um saque "agressivo", além de ter convertido boas defesas em contra ataques. "Eles jogaram melhor. Não temos tempo para chorar", disse.

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