Fabio Mota/Estadão
Fabio Mota/Estadão

Sem autorização, Velódromo do Rio não pode receber público

Instalação esportiva utilizada nos Jogos de 2016 receberá em março o Mundial Paralímpico de Ciclismo de Pista

Marcio Dolzan e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2018 | 07h03

Escolhido para ser sede do Mundial Paralímpico de Ciclismo de Pista em março, o Velódromo do Parque Olímpico da Barra pode receber a competição sem público por falta de autorização do Corpo de Bombeiros. A corporação exige documentos que atestem a segurança da arena em caso de incêndio. No ano passado, o teto dele ficou em chamas duas vezes após a queda de balões no local.

+ Canoagem slalom deixa legado em Deodoro

A instalação recebeu normalmente as competições olímpica e paralímpica de ciclismo nos Jogos do Rio, em 2016, sempre com arquibancadas praticamente lotadas. Mas, passado menos de um ano e meio do fim da Olimpíada, o prédio não possui mais autorização para receber público por parte do Corpo de Bombeiros do Rio.

Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, à época dos Jogos o Velódromo contava “com todo um aparato das instituições de Segurança Pública pronto para agir em caso de necessidade”. “Hoje, o funcionamento é no ‘Modo Legado’, que significa alteração de layout e de rotina de segurança contra incêndio e pânico.” A pasta garantiu que “não havia problemas de segurança na época dos Jogos”.

Segundo laudo emitido pelos engenheiros do Ministério do Esporte no ano passado, a arena não atende às normas do Corpo de Bombeiros. Desde o início de 2016, o Velódromo funcionava graças à liberação de um Documento de Autorização Temporária de Funcionamento (DATF), que está suspenso.

Procurado pelo Estado, o Comitê Organizador do Mundial de Paraciclismo declarou desconhecer “qualquer impossibilidade da realização da competição”, que será de 12 a 15 de março, e que “não foi em momento algum instado a não realizar o evento”. Segundo o comitê, a legalização da arena é de responsabilidade de seus gestores.

A Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), que administra o Velódromo, informou que técnicos da prefeitura já estão elaborando os laudos exigidos pelos bombeiros e que a liberação da estrutura “para receber grandes competições, entre as quais o Mundial Paralímpico de Ciclismo”, deve ocorrer nos próximos dias.

Mais conteúdo sobre:
Olimpíada ciclismo [esporte]

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.