Vanderlei Almeida/AFP
Vanderlei Almeida/AFP

Sem estrelas que estarão na Olimpíada, judô testa instalações

Evento com 122 atletas acontece hoje e amanhã na Arena Carioca 1, que é similar ao local da disputa dos Jogos do Rio

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2016 | 07h03

Com 122 atletas de sete países, a Arena Carioca 1 recebe nesta terça e quarta-feira o evento-teste de judô, que nos Jogos Olímpicos será realizado na vizinha Arena Carioca 2. Como os dois espaços são bem semelhantes, a ideia é colocar em prática a competição em um lugar bem parecido com o que será em agosto.

Entre os competidores de Brasil, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria, Japão e Líbano estão nomes para o futuro e não necessariamente para a competição daqui a alguns meses. Entre os destaques estão o britânico Ashley Mckenzie, que foi prata no Grand Slam de Tyumen no ano passado, e o alemão Dominic Ressel, bronze no Grand Prix de Dusseldorf 2016 e no Grand Slam de Baku 2015.

Outro nome conhecido dos brasileiros é o do capixaba Nacif Elias, que compete pelo Líbano. Entre os atletas nacionais estão escalados Gabriel Pinheiro, Daniel Cargnin, Layana Colman, Jéssica Santos, Aléxia Castilhos, Eduardo Yudi Santos, Rafael Macedo e Jéssica Pereira, que tem 21 anos e foi prata no Mundial Sub-21 em Liubliana, em 2013. Ela é a segunda brasileira no ranking olímpico na categoria até 52 kg, atrás de Érika Miranda, que deve ficar com a vaga nos Jogos.

 

A opção da CBJ (Confederação Brasileira de Judô) foi montar uma equipe com jovens talentos, mas dificilmente um deles estará em ação na Olimpíada deste ano. A ideia é dar experiência, colocando os judocas para sentir o clima olímpico, e pensando em colher frutos em outras edições dos Jogos.

“Nós convocamos jovens talentos que já mostraram resultados em competições importantes anteriormente e que terão uma oportunidade única de vivenciar o clima dentro de uma arena olímpica. Será um fato marcante e motivador da carreira desses atletas. Além disso, é mais uma ação que visa dar continuidade no processo de transição da classe Sub-21 para o Sênior”, explicou Ney Wilson, gestor de alto rendimento da CBJ.

Neste evento-teste alguns aspectos serão avaliados, como a área de competição, a atuação dos voluntários específicos da modalidade, a área médica e o sistema de resultados, incluindo toda a parte tecnológica.

Após o torneio, a CBJ vai receber delegações de Grã-Bretanha, Bélgica, República Checa, Japão, Canadá e Líbano para um treinamento.

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