Marcelo Sayão/ EFE
Marcelo Sayão/ EFE

Sem interferir, Tite elogia ataque de Micale

Técnico da seleção principal aprova o setor ofensivo com Neymar, Gabigol e Jesus

ALMIR LEITE, ENVIADO ESPECIAL A TERESÓPOLIS, O ESTADO DE S.PAULO

21 de julho de 2016 | 07h00

O técnico Tite, da seleção brasileira principal, inaugurou o estilo “estamos juntos” na sua integração com a seleção olímpica. Passou boa parte da quarta-feira na Granja Comary, assistiu ao treino, conversou com o treinador Rogério Micale e com os jogadores e deu opiniões em relação ao time que brigará pela medalha de ouro nos Jogos do Rio. Considera, por exemplo, que se o ataque for mesmo formado por Neymar, Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa, o Brasil estará muito bem servido.

Tite chegou a Teresópolis no final da manhã. Foi seu primeiro contato com a equipe olímpica. Ele se disse otimista e confiante nesse grupo. Mas discorda dos que exigem a conquista do ouro. “Eu como técnico defendo que é importante bom desempenho, e a consequência a medalha de ouro. Às vezes você faz um grande trabalho e não conquista.”

Isso não significa, porém, que jogadores e comissão técnica possam minimizar a importância do desafio. “Não dá pra tirar a responsabilidade, então não assuma o comando e não seja atleta de alto nível. Nunca ouvi técnico falar que veio pra ser campeão. Assegurar medalha ou título não existe, isso é vender ilusão, mas temos de ter preparação de excelência.”

Os fracassos recentes do Brasil, como a eliminação na primeira fase da Copa América Centenário em junho, não devem ser jogados nas costas dos garotos nem da seleção que ele dirige há um mês – completados ontem. “Temos de construir a nossa história.”

Tite garantiu que estará presente na seleção olímpica sempre que possível – vai, por exemplo, assistir à estreia na Olimpíada, dia 4 de agosto, contra a África do Sul, em Brasília. Nesta quarta-feira, foi apenas o primeiro ato. “Minha presença com o Micale, é para dizer que estamos juntos, precisamos dividir responsabilidades. Estamos comprometidos, estarei observando e acompanhando, dentro do meu conhecimento, preparação, lado humano e técnico, serei parceiro, dentro da necessidade que o Micale entender ser importante.”

O treinador garantiu que não dará palpite na escalação da equipe, mas não se negou a dar sua opinião sobre um ataque formado por Neymar, Gabigol e Gabriel Jesus. “Podem formar um grande ataque sim. Não gosto de preconceber nada, criar expectativa em demasia, mas também não vou me esconder. Eles podem, devem, tomara que seja assim.”

Tite concorda com Micale quando o assunto é Neymar. Entende que o craque tem de ser protagonista por seu talento, mas não deve ter a missão de carregar a seleção nas costas. “É desumano colocar toda a responsabilidade em um atleta. Acredito que o coletivo potencializa o individual. A responsabilidade é do técnico, dos outros integrantes que têm de ser protagonistas em algumas circunstâncias”, considera.

 

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