Stefan Wermuth/Reuters
Stefan Wermuth/Reuters

Sem Temer, vaias vão para Paes no Maracanã

Já primeiro-ministro do Japão fez parte do programa e apareceu de Mario Bros

Jamil Chade, enviado especial ao Rio, e Luciana Leal Nunes, Estadão Conteúdo

21 de agosto de 2016 | 22h02

Michel Temer, presidente interino, conseguiu evitar as vaias ao não ira ao Maracanã. Mas Eduardo Paes, prefeito do Rio, não.  Como manda o protoloco, o político do Rio de Janeiro foi obrigado a estar no pódio para passar a bandeira olímpica para Tóquio. Quem não evitou o público foi o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. Ao apresentar Tóquio ao mundo, os organizadores fizeram o personagem Mario Bros viajar virtualmente do Japão ao Rio, por um encanamento passando pelo meio do planeta. 

Do outro lado, no Maracanã, quem assumiu o papel de Mario Bros foi Abe, sobre um tubo gigante e aplaudido pelo público. Sua chegada simbolizava o Japão como sede dos próximos Jogos.

Paes havia sido amplamente elogiado por Thomas Bach, presidente do COI, que o classificou de «grande líder ». Mas, no Maracanã, o prefeito carioca foi alvo de vaias. 

Assim como ocorreu na abertura, o COI e a Rio2016 tentaram ao máximo evitar a exposição de políticos. Ao iniciar o evento, apenas o presidente da entidade olímpica, Thomas Bach, foi anunciado ao público, que o aplaudiu. Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados e representante do governo Temer, apenas apareceu ao seu lado.

Esvaziado na arquibancada e nos camarotes políticos. A festa de encerramento foi marcada por muita música. Mas também pela forte ausência de políticos. Numa ala vip que sofria com cortes de luz, apenas oito chefes-de-estado ou de governo estiveram na festa, dos quais pelo menos três eram membros do COI e obrigados a estar na festa. 

Ausente na festa de encerramento da Olimpíada depois de ser vaiado na cerimônia de abertura, Temer mandou uma carta ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, entregue pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A ausência de Temer causou constrangimento entre o governo e a comitiva japonesa, porque havia a expectativa de um encontro bilateral com o presidente.

O governo brasileiro ofereceu ao primeiro-ministro japonês a opção de descer em Brasília, para uma reunião com Temer, antes de seguir para o Rio. O governo japonês, no entanto, disse que não poderia aceitar o convite porque a programação de Abe já estava fechada e ele passaria apenas 18 horas no Brasil.

« Confio que poderemos encontrar-nos proximamente. Teremos sempre a beneficiar-nos do diálogo franco e aberto sobre nossa diversificada agenda bilateral e sobre temas globais de interesse comum", disse Temer, na carta. O presidente em exercício desejou sucesso na realização dos Jogos Olímpicos de 2020, que serão disputados em Tóquio.

Diferentemente da cerimônia de recepção aos chefes de Estado e de governo, antes da festa de abertura dos jogos, quando Temer recebeu 40 autoridades no Palácio do Itamaraty, no Centro do Rio, o coquetel deste domingo reuniu poucos líderes e que foram recebidos pelos ministros das Relações Exteriores, José Serra, e do Esporte, Leonardo Picciani, e pelo presidente da Câmara. 

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