JF Diorio/Estadão
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'Será difícil, mas temos chance de chegar ao pódio', diz Duda

Principal jogadora da seleção de handebol mira medalha olímpica

Entrevista com

Duda Amorim

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2015 | 17h00

Melhor jogadora do mundo de handebol no ano passado, Duda Amorim foi peça fundamental na campanha vitoriosa do Brasil no título inédito do Mundial Feminino em 2013 e será importante novamente na edição deste ano, que será realizada na Dinamarca, de 5 a 20 de dezembro, quando a seleção tentará o bicampeonato. 

Ela atua pelo Gyori, da Hungria, e com sua equipe conquistou dois títulos da Liga dos Campeões da Europa, o mais forte torneio de clubes do mundo. Espelhada na irmã mais velha, Ana, Duda sonha em levar o Brasil novamente ao topo no Mundial e repetir a dose nos Jogos Olímpicos do Rio, no próximo ano.

Como você está fisicamente após se recuperar de uma grave lesão?

Estou bem, evoluindo a cada dia. O joelho está reagindo muito bem, agora estou trabalhando na minha performance de novo.

Qual a expectativa para o Mundial na Dinamarca, quando vocês defenderão o título?

São boas. Estamos passando por momentos parecidos com o do último Mundial, com atletas 100% e outras voltando à forma. Sabemos que precisamos ajudar uma à outra para atingir algo grande. Nós vamos com o mesmo objetivo que é conquistar uma medalha. 

Você vê evolução da equipe atual para a que foi campeã mundial dois anos atrás?

Estamos mais experientes apenas e com um pouco mais de confiança. As últimas fases de treinamento têm sido bem positivas. Isso ajuda para chegarmos numa atmosfera boa para o Mundial.

Você não disputou os Jogos Pan-Americanos de Toronto por causa da contusão. Como você lida com o fato de ficar fora da seleção em momentos importantes?

Foi difícil ficar fora, mas faz parte da nossa vida. Eu fiquei acompanhando as meninas de longe e isso me fez sentir bem. Elas fizeram um bom trabalho.

Qual a importância do técnico Morten Soubak no crescimento da seleção feminina no nível internacional?

Muito grande. Ele nos fez acreditar que poderíamos mudar o cenário do handebol feminino. Ele apostou bastante na gente e nos tornou mais profissionais.

Você foi eleita a melhor jogadora do mundo. É um peso grande para se carregar?

Não, é apenas um reconhecimento, um momento que já passou. Não sinto um peso e sim uma motivação a mais.

Como está sendo a temporada em seu clube?

Estamos trabalhando com um time novo, por isso, tivemos alguns altos e baixos até agora. Eu e mais duas da equipe ainda não estamos na melhor forma. A confiança do grupo está se formando. Mas estamos em um processo natural de construir a equipe. Acredito que os próximos jogos serão melhores e que poderemos lutar pelo título novamente.

Como você vê a grande empolgação dos torcedores brasileiros, na procura de ingressos, para assistir às partidas de handebol na Olimpíada?

É emocionante ver que os torcedores acreditam no nosso trabalho. Acredito que vai ser uma atmosfera ótima, igual ou melhor do que a do Mundial de 2011, em São Paulo.

Você acha que o Brasil tem chances de ficar com o ouro olímpico?

Será difícil, mas temos chance de chegar ao pódio. Vamos passo a passo. Nosso objetivo é garantir uma medalha e mais para frente durante o campeonato lutar pelo ouro. É para isso que estamos trabalhando.

Para finalizar, o que você espera da seleção nos próximos meses?

Muitos desafios. Temos um título a defender na Dinamarca e muito trabalho até chegar na Olimpíada. Espero fechar esse ciclo com essa equipe da seleção da melhor maneira possível.

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