Ayrton Vignola/Fiesp
Ayrton Vignola/Fiesp

Sesi tem a expectativa de ter 58 profissionais nos Jogos de Tóquio

Atletas como a nadadora Etiene Medeiros e os triatletas Luísa Baptista e Manoel Messias devem representar a instituição

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2020 | 13h46

O Sesi tem a expectativa de levar 58 profissionais para os Jogos de Tóquio-2020 entre atletas olímpicos, paralímpicos e comissão técnica. Muitos deles já estão com a vaga garantida para estar no Japão, mas outros ainda brigam pela classificação e estão bem perto dela, como a nadadora Etiene Medeiros e os triatletas Luísa Baptista e Manoel Messias. O número foi divulgado nesta terça-feira durante a realização do Prêmio Campeões 2020 da Indústria.

"De quatro a oito modalidades olímpicas do Sesi irão fornecer atletas para o Time Brasil. Muitos estão ainda em processo de classificação, mas o Sesi será um dos principais fornecedores de atletas olímpicos em Tóquio", explicou Paulo Wanderley, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), reforçando que 106 atletas e técnicos foram convocados neste último ciclo para as seleções nacionais.

Ele esteve presente no evento, assim como Paulo Skaf, presidente do Sesi, diretores da entidade e o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado. "Investir no esporte não é apenas no alto rendimento, é na transformação da sociedade. O esporte, inclusive o paralímpico, é inclusão", afirmou.

O Sesi conta atualmente com 621 atletas, que conquistaram mais de 600 títulos, sendo 95 internacionais. Em um momento de queda de recursos no esporte no Brasil, tem conseguido manter uma boa estrutura de treinamento para os competidores. No ano passado foram investidos cerca de R$ 58 milhões na área esportiva (alto rendimento, formação e inclusão social).

"O Sesi é uma instituição séria, organizada e de funcionamento simples. Não temos desperdício e fazermos as coisas com eficiência. Com isso, o dinheiro aparece para investirmos nas pessoas. Seja na educação, na cultura ou no esporte, que é fundamental", disse Skaf.

No evento realizado no Teatro do Sesi, foram premiados um atleta olímpico, um paralímpico e um treinador. Evelyn Oliveira, da bocha paralímpica, foi uma das contempladas. "Me sinto honrada de receber esse prêmio. Recebi uma oportunidade e pude crescer como pessoa", comentou.

Entre os técnicos o vencedor foi Ronaldo Gonçalves Junior, que comanda o time feminino de vôlei sentado. "Ter esse reconhecimento do lugar onde você trabalha é sensacional. Estou há 20 anos no Sesi, milito no esporte paralímpico todo esse tempo e estou muito feliz", disse o profissional, que chorou muito na homenagem que recebeu.

Outro premiado foi o experiente Murilo Endres, do time de vôlei. "Estou aqui desde 2009, praticamente mais da metade da minha carreira como profissional do vôlei. Vejo muitos atletas sonhando e eu com 38 anos já realizei muito na minha carreira. Pude representar o Brasil em Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. É um prazer enorme", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
Sesi

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.