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Sharapova está oficialmente fora da Olimpíada do Rio

Julgamento da tenista vai acontecer apenas após os Jogos, em setembro

Jamil Chade - Correspondente em Genebra, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2016 | 07h20

Uma das maiores estrelas russas e considerada como atração de peso para a Olimpíada, teve sua chance de viajar ao Rio encerrada. Na manhã desta segunda-feira, o Tribunal Arbitral dos Esportes anunciou o adiamento do julgamento de recursos apresentados pela tenista Maria Sharapova para o dia 19 de setembro. 

Na prática, isso significa que seus processos não conseguirão ser avaliados antes dos Jogos do Rio, que começam no dia 5 de agosto. Segundo o Tribunal, o adiamento foi acordado com a Federação Internacional de Tênis.

Sharapova havia sido pega um exame de doping e está suspensa desde fevereiro depois que foi registrado a presença da substância meldonium em suas amostras.  A russa poderia voltar ao circuito apenas depois do Aberto da Austrália, em 2018 e o Rio perde uma das maiores estrelas do evento, com 35 títulos internacionais e uma fortuna pessoal de US$ 240 milhões. Seu lugar será ocupado por Daria Kasatkina, de 19 anos.

A jogadora havia admitido que havia consumido o produto. Mas indicou ainda em março que não sabia que passou a ser proibido a partir de janeiro de 2016. A russa alegava que tomava o remédio – indicado para problemas cardíacos – desde 2006. Mas já em setembro de 2015 a Agência Mundial Anti-Doping anunciou que a substância seria proibida a partir de 1 de janeiro de 2016. 

A tenista, que acusou a suspensão de ser injusta, recorreu ao Tribunal Arbitral dos Esportes. Mas esperava uma decisão final para a segunda-feira que vem. A corte, porém, indicou que decidiu adiar a decisão para o dia 19 de setembro para poder avaliar melhor o caso. 

Sharapova não o único golpe aos objetivos russos de medalhas no Rio. No domingo, a Federação Internacional de Atletismo fechou as portas do Rio de Janeiro para Yelena Isimbayeva e para mais 133 atletas russos que haviam solicitado que seus casos fossem avaliados para que pudessem participar dos Jogos Olímpicos. Mas a entidade, com o aval do COI, deu um sinal verde apenas para Darya Klishina e Yuliya Stepanova. Ambas terão de concorrer a medalhas sob uma "bandeira neutra".

Há dois meses, a entidade anunciou a suspensão da Rússia de todas as competições do atletismo mundial diante das revelações de um esquema de doping organizado pelo estado russo. Para garantir que atletas limpos pudessem concorrer, porém, o COI permitiu que aqueles que se considerassem inocentes poderiam apresentar seus argumentos e que cada um de seus dossiês seria avaliado. Mas a condição era de que estivessem treinando fora do país e passando por controles de doping fora da Rússia.

Esse foi o caso de Klishina, do salto em distância e a única que teve seu passaporte confirmado para o Rio. Ela, porém, não competirá representando a Rússia. Há uma semana, a corredora dos 800 metros, Yuliya Stepanova, também havia sido autorizada a competir. Mas como um prêmio por seu ato de denunciar como funcionava o doping russo. Há mais de um ano que ela treina na Alemanha. 

No total, 136 atletas pediram para que seus casos fossem reavaliados. Uma delas era Yelena Isinbaeva, que teve seu recurso rejeitado. Mas os russos já indicaram que vão recorrer da decisão e uma sentença final será dada pelo Tribunal Arbitral dos Esportes no dia 21 de julho, em Lausanne.

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