Daniel Kopatsch/EFE
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Simone Biles revê planos e vai para Tóquio em 2021: 'Posso ser melhor que no Rio'

Aos 23 anos, ginasta norte-americana tinha como plano se aposentar logo após a Olimpíada neste ano

Redação, Estadão Conteúdo

18 de abril de 2020 | 15h34

Um dos maiores nomes do esporte olímpico na atualidade, a norte-americana Simone Biles garantiu que vai disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021. Aos 23 anos, a ginasta tinha como plano se aposentar logo após a Olimpíada neste ano, mas o adiamento do evento, anunciado no mês passado, a fez rever o planejamento. Agora, motivada pelo novo desafio de estender a sua carreira por mais um ano de treinamentos duros, fala até em ter um desempenho melhor do que o dos Jogos do Rio-2016.

"É muito (preparação) física e mental. Eu duvidei da minha capacidade de me manter no topo do meu jogo por mais um ano. Minha motivação agora é provar para mim mesma que posso treinar mais um ano, posso fazer isso de novo e posso ser melhor do que no Rio", disse Simone Biles, em entrevista concedida ao canal de TV inglês BBC.

Logo em sua primeira participação em uma edição dos Jogos Olímpicos, em 2016, a norte-americana conquistou quatro ouros e um bronze nas provas de ginástica artística no Rio de Janeiro. Maior campeã mundial da história, ela tem uma chance pequena de também se tornar a maior campeã olímpica da história da modalidade. Para superar a soviética Larysa Latynina (nove ouros, cinco pratas e quatro bronzes), tem de vencer todas as seis provas em Tóquio.

O que Simone Biles sabe é que não terá uma terceira Olimpíada no currículo. Não passa por sua cabeça estar em Paris, na França, em 2024. "Meu corpo já está meio que se quebrando neste momento. Mais um ano de ginástica é muito para o meu corpo. Meus treinadores vão me deixar pronta, mas se minha cabeça não estiver no lugar, posso me machucar. Fazemos muitas acrobacias difíceis e você se realmente vai quebrar algo se não estiver 100% focado. Fisicamente, estou melhor do que no Rio, mas mentalmente precisarei estar no topo do meu jogo. Vai ser o mais difícil", afirmou a ginasta.

Sobre o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021 por conta da pandemia do novo coronavírus, a norte-americana concordou com a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) e dos organizadores, apesar de ter sido um duro golpe para o esporte.

"Em três meses eu estaria pronta para me aposentar. Tinha minha cabeça feita há quatro anos, então como é que um dia lhe dizem: 'Ei, desculpa. Mais um ano?' Ter de repensar isso foi esmagador. É difícil, mas acredito que sou forte física e mentalmente, então vou superar isso como todo mundo. Mas senti que eu não cheguei tão longe para desistir e quero ser eu a tomar a decisão de parar com o esporte", concluiu.

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