Kimimasa Mayama/ EFE
Kimimasa Mayama/ EFE

Depois de 'dar tudo', Caio Bonfim termina em 13º na marcha atlética da Olimpíada de Tóquio

Lucas Mazzo não finaliza prova e Matheus Correa conclui o percurso debaixo de muito calor na 46ª posição; ouro fica com italiano

Ricardo Magatti, Estadão Conteúdo

05 de agosto de 2021 | 06h48

Em sua terceira Olimpíada, o brasileiro Caio Bonfim terminou a marcha atlética de 20km na 13ª colocação nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesta quinta-feira, sob um desgastante calor em Sapporo, ele cruzou a linha de chegada em 1h23min21, 2s16 mais lento que o italiano Massimo Stano, que marcou 1h21s05 e desbancou o favoritismo dos japoneses para conquistar o ouro. Os anfitriões levaram a prata e o bronze, com Koki Ikeda (1h21s14) e Toshikazu Yamanishi (1h21min28), respectivamente.

A vitória do italiano foi inesperada. Ele não era um dos cotados a subir ao pódio. É o atual nono colocado no ranking mundial e não havia alcançado resultados expressivos na modalidade até então. No entanto, Stano imprimiu um ritmo forte em relação aos seus rivais e derrubou o favoritismo dos japoneses.

Caio competiu com a companhia de outros dois brasileiros, Matheus Correa e Lucas Mazzo. O primeiro, prejudicado por advertências e uma penalidade de dois minutos, finalizou a prova na 46ª colocação em 1h31min47s e o segundo abandonou depois de 13km.

Com 57 competidores, a marcha atlética de 20km foi disputada em Sapporo, distante mais de 800 quilômetros de Tóquio, com o objetivo de amenizar o calor para os atletas. O local escolhido costuma ter um clima mais ameno que a capital japonesa, mas a diferença de temperatura entre as duas cidades acabou sendo mínima. Os atletas correram sob um forte calor que castigou o desempenho dos marchadores. Eles precisaram de gelo no aquecimento, bastante água no corpo e panos molhados para resfriamento. Os termômetros marcaram 31ºC, com sensação térmica de 36ºC.

Caio disputou sua terceira Olimpíada. O brasiliense foi 39º em Londres-2012, quarto colocado no Rio-2016 e bronze no Mundial da modalidade em 2017, resultados que lhe credenciaram a brigar pelo pódio em Tóquio. Ele, no entanto, não conseguiu encontrar seu melhor ritmo. Fez uma prova de recuperação depois de ficar longe dos primeiros colocados nos minutos iniciais, mas não conseguiu ter constância a ponto de brigar entre os líderes.

"Olimpíada é um nível altíssimo. Me preparei muito bem. Queria passar a linha de chegar com a sensação de que dei tudo. Foi o que fiz, só que não é sempre que conseguimos fazer a melhor prova", afirmou o brasileiro. "É detalhe. Quando eu passei a linhada de chegada no Rio em quarto pensei se teria outra oportunidade para chegar ao pódio. Dei tudo de mim. Estar entre os 15 melhores do mundo não é fácil. Não é discurso de perdedor. O sonho continua", acrescentou.

Na marcha atlética, o competidor não pode tirar os dois pés do chão. Quando um sai do solo, o outro começa o movimento e o joelho da perna que dá a passada não pode ser flexionado até que o movimento seja realizado por completo. Vários juízes ficam espalhados ao longo do percurso para aplicar as eventuais advertências e punições.

Na madrugada desta sexta-feira, a partir das 4h30 (de Brasília), será a vez das mulheres competirem na marcha atlética dos 20km. A única representante do Brasil na prova é a pernambucana Érica Sena. Ela foi sétima colocada no Rio-2016 e terminou em quarto lugar nos Mundiais de Londres 2017 e de Doha 2019.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.