Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Suécia vence nos pênaltis e EUA caem no Jogos com gritos de 'zika' para goleira

Caso Brasil passe pela Austrália nas quartas, irá enfrentar, novamente, a Suécia

Murilo Rodrigues Alves, Estadão Conteúdo

12 Agosto 2016 | 18h12

A seleção da Suécia venceu as atuais campeãs olímpicas e pela primeira vez os Estados Unidos caem sem disputar a final do futebol feminino nos Jogos Olímpicos. As nórdicas venceram as norte-americanas nos pênaltis por 4 a 3, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Seguem agora para as semifinais e vão disputar uma vaga na decisão contra o ganhador do jogo entre Brasil e Austrália, que se enfrentam às 22 horas no Mineirão.

Ao fim do confronto, o time nórdico agradeceu com uma volta no campo o apoio da torcida do Mané Garrincha. O estádio vibrou com a vitória e, assim como aconteceu na fase de grupo, pegou no pé durante todo o tempo da goleira norte-americana Hope Solo, considerada a melhor do mundo, mas que caiu na provocação do torcedor brasileiro desde o início da Olimpíada por causa do "kit zika". Antes do início dos Jogos, ela publicou em uma rede social um kit que chamou de "arsenal" contra a zika: repelente e proteção contra insetos.

Ao tocar na bola, o público gritava frases como "olê, olê, olê, olá, zika, zika". Antes mesmo da cobrança dos pênaltis pelas jogadoras suecas, os torcedores já gritavam gol. Já a goleira da Suécia, Hedvig Lindahl, teve seu nome gritado pelos torcedores e pediu durante os pênaltis o apoio da torcida a todo momento.

Durante a prorrogação, a juíza Anna-Marie Keighley anulou dois gols em posição legal. Primeiro, Carli Lloyd meteu a cabeça na bola, estufa a rede e arbitragem anula, apontando impedimento. Mas a atacante americana estava em posição legal. Um minuto depois, a arbitragem anulou um gol da Suécia, feito por Lotta Schelin, que também estava em posição legal.

No tempo normal, a Suécia foi a primeira a marcar, aos 16 minutos do segundo tempo. Lisa Dahlkvist recebeu no meio e deu um passe longo, em diagonal, na medida para Stina Blackstenius disparar entre as zagueiras, invadir a área e chutar de direita cruzado para o fundo da rede. Aos 35 minutos, Alex Morgan bateu de carrinho e empatou o jogo.

Esse jogo foi o encontro da técnica da Suécia Pia Sundhage com sua antiga equipe. Ela é uma das responsáveis pelo recente predomínio norte-americano no futebol feminino. Sob a batuta da treinadora, a equipe americana conquistou em Londres-2012 o bicampeonato olímpico para os Estados Unidos.

Sueca, Sundhage assumiu o desafio treinar a seleção de seu país e tentar conduzi-la a uma inédita medalha olímpica. Nesta sexta-feira, conseguiu vencer o time americano composto por várias jogadoras que foram treinadas por ela entre 2007 e 2012.

Com a volta das americanas para casa, o Mané Garrincha conseguiu dar adeus para três campeãs olímpicas. Na quarta-feira, foram eliminadas as seleções masculinas da Argentina e do México.

 

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