Wander Roberto/ COB
Wander Roberto/ COB

Tandara promete provar que Ostarina 'entrou acidentalmente' em seu organismo

Jogadora foi afastada da campanha da seleção brasileira feminina de vôlei nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Redação, Estadão Conteúdo

07 de agosto de 2021 | 00h14

Afastada dos Jogos Olímpicos de Tóquio por "potencial violação do antidoping", antes das semifinais contra a Coreia do Sul, a brasileira Tandara deu sua versão sobre o caso através de nota oficial em suas redes sociais, nesta sexta-feira. A jogadora de vôlei promete provar que a substância entrou em seu organismo "acidentalmente".

"Confiamos plenamente que comprovaremos que a substância Ostarina entrou acidentalmente no organismo da atleta e que não foi utilizada para fins de performance esportiva", afirmou em nota a defesa de Tandara Caixeta.

Tandara não se pronunciará até a decisão final do caso, de acordo com sua defesa. O pedido é que respeitem o momento "extremamente desgastante e traumático". Os responsáveis pela condução do caso solicitam que evitem julgamentos precipitados, defendendo a índole da atleta.

"Até o momento, sequer foi analisada a contraprova da urina da atleta (amostra B), portanto, salvo melhor juízo, não se afigura razoável qualquer pré-julgamento de uma atleta íntegra, sem quaisquer antecedentes e que há anos contribui para conquistas do voleibol brasileiro", seguiu a nota.

Além de garantir a lisura de Tandara, a defesa mostrará que os problemas com Ostarina no País são, na maioria dos casos, "incidentes". Vão tentar provar que a atleta não burlou regras, tampouco buscou melhor performance através de medicações proibidas. A ideia é comprovar que houve precipitação na decisão de cortar Tandara da Olimpíada. O Brasil está na final e ela não poderá disputar a medalha de ouro contra os Estados Unidos.

"Recentemente, inúmeros atletas no Brasil foram vítimas de incidentes envolvendo a Ostarina (SARM-22), a ponto de a Anvisa intervir para proibir a comercialização de tal substância em território nacional."

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