Tênis de mesa do Brasil leva veteranos e novatos para Pequim

Com três homens e uma mulher, equipe embarca nesta quarta-feira para a China atrás de uma inédita medalha

André Rigue, estadao.com.br,

23 de julho de 2008 | 10h04

Nos Jogos Olímpicos de Pequim, o Brasil apostará na mescla entre experiência e juventude para tentar conquistar sua primeira medalha no tênis de mesa. O País será representado pela equipe masculina com Hugo Hoyama, Thiago Monteiro e Gustavo Tsuboi, e também por Mariany Nonaka, que competirá no individual feminino. Monteiro, de 27 anos, e Tsuboi, de 23, também competirão no individual masculino. Principal nome do Brasil no tênis de mesa, Hoyama, de 39, participará apenas da disputa por equipes, já que não conseguiu a vaga no individual e teve de ser indicado pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) para os Jogos. A delegação embarca na noite desta quarta-feira para a China. "Viajar com antecedência é bom para o grupo", explica ao estadao.com.br um dos técnicos do Brasil, Wei Jianren. "A gente fica tranqüilo em relação à adaptação com o horário. Também aproveitamos para treinar com jogadores da China, ou com atletas de outros países que estejam no local." Na América do Sul, o Brasil tem destaque no esporte. A grande potência mundial é a China, que dificilmente deixará de conquistar o ouro nos Jogos. Cerca de 10 milhões de chineses praticam o tênis de mesa, esporte difundido pelo governo por "ocupar pouco espaço físico" num país tão populoso. No Brasil, estima-se que 20 mil joguem o esporte. Apesar da diferença para os chineses, a equipe brasileira chega motivada para Pequim. Monteiro participou de uma temporada de treinos na Coréia do Sul, segunda potência na modalidade. "Fiquei 25 dias na Ásia. Foi muito proveitoso, pois deu para participar de um treinamento intenso com atletas da seleção local." Monteiro se juntou ao grupo brasileiro no último dia 13. Ele ficou hospedado na casa de Mariany, de 20 anos. Os treinos no Brasil aconteceram no Centro de Treinamento Cláudio Kano (o local recebeu o nome do ex-jogador de tênis de mesa, morto num acidente de motocicleta, em 1996), em São Bernardo do Campo. Apesar de ser a mais nova, Mariany disputará sua segunda olimpíada. "A safra feminina que está pintando é bem jovem", explica. "A gente ainda está passando por uma fase de adaptação. Em Pequim, espero fazer uma boa campanha e colocar em prática tudo o que aprendi nesses anos de treinamento." O "novato" em Olimpíada é Tsuboi. Ele participará de sua primeira - para ter uma idéia da diferença, Hoyama estará em sua 5.ª edição dos Jogos. "Estou ansioso, mas sei que o Hoyama vai me aconselhar", afirma. "Nosso grupo treina junto há cerca de três anos [conquistou o ouro no Pan do Rio, em 2007]. Tenho certeza de que faremos uma boa participação." Na avaliação de Lincon Yasuda, o outro treinador do Brasil nos Jogos, os mesa-tenistas têm condições de surpreender. "A Mariany leva um pouco de desvantagem por jogar apenas no individual. No caso da equipe, os brasileiros atuarão sem pressão. Assim, podemos conquistar bons resultados, já que a pressão estará do outro lado." Nos Jogos de Pequim, o tênis de mesa será disputado no individual e por equipes - acaba a competição de duplas. Na primeira fase, o Brasil estará num grupo com mais três países - os dois melhores avançam para o mata-mata. Já o individual é disputado desde a primeira fase por jogos eliminatórios - perdeu está fora. 

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