Tibetanos prometem mais protestos em revezamento da tocha

Manifestantes avisam que realizarão ações quando os organizadores dos Jogos de Pequim receberem a chama

Karolos Grohmann, Reuters

28 de março de 2008 | 14h07

Tibetanos exilados prometeram realizar novos protestos contra a ocupação chinesa quando a tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim for entregue aos organizadores do evento, em Atenas, no domingo.   Veja também:  Conheça os locais das provas da Olimpíada de Pequim Teste seus conhecimentos sobre a história da Olimpíada   Ativistas e manifestantes tibetanos atrapalharam a cerimônia na qual foi acesa a tocha, evento realizado na antiga Olímpia, na segunda-feira, e transmitido por TVs do mundo todo. Rompendo um cordão de segurança, os manifestantes exibiram faixas durante um discurso do chinês responsável por organizar os Jogos.   Novos protestos marcaram o início do revezamento da tocha, quando ativistas deitaram-se na frente do comboio que acompanhava os responsáveis por carregar a chama, em Olímpia, impedindo por diversas vezes o prosseguimento do evento.   "Estamos planejando realizar várias ações no domingo e na segunda-feira, em Atenas, a fim de protestar contra a China, certamente", disse Tashi Sering, representante do grupo Estudantes por um Tibete Livre. "Na segunda-feira, também realizaremos uma passeata pacífica na região central de Atenas."   A tocha olímpica deve partir rumo à China na segunda-feira.   O ativista não quis fornecer maiores detalhes sobre as ações planejadas para o domingo, durante a cerimônia de passagem da tocha, que marcará o início da fase internacional do revezamento. Depois, ocorrerá a fase chinesa, que termina no dia 8 de agosto, com a cerimônia de abertura dos Jogos em Pequim.   Outros manifestantes planejam mais protestos nesta sábado, enquanto a polícia grega, desconcertada com a falha em Olímpia, intensificava suas medidas de segurança para a cerimônia no estádio Panathinaiko, em Atenas, local onde ocorreu a primeira Olimpíada dos tempos modernos, em 1896.   "Cerca de 500 policiais ficarão dentro e nas cercanias do estádio e outros 500 serão estacionados próximos dali, prontos para intervir caso haja problemas na cerimônia", afirmou uma autoridade da polícia.   Os policiais devem também isolar a área ao redor do estádio de mármore e submeter todos os visitantes a revistas antes de permitir que entrem no local.   O governo disse que tomaria "todas as medidas necessárias" para salvaguardar o revezamento com a tocha e a entrega dela aos chineses.   Forças de segurança da China reprimiram manifestantes no Tibete e em outras áreas tibetanas do oeste do país, neste mês, em meio a uma onda de protestos que chama atenção para a insatisfação com o governo comunista nessas áreas. A China controla o Tibete desde que invadiu a região, em 1950.   Grupos de defesa dos direitos humanos acusam o governo chinês de violar os direitos humanos.   O Comitê Olímpico Internacional (COI), que em 2001 escolheu Pequim como sede dos Jogos de 2008, também enfrenta críticas cada vez mais freqüentes por não pressionar a China a respeito da violação dos direitos humanos.   O COI rebateu essas críticas afirmando não ser um órgão político.

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