Fabio Motta/Estadão
Thiago Braz esteve em Londres-2012 para acompanhar os Jogos Fabio Motta/Estadão

Títulos animam geração olímpica para Tóquio-2020

COB já tem monitorado atletas que se destacam na base

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2016 | 07h00

Jovens talentos brasileiros têm acumulado bons resultados em competições de base e já despontam como fortes candidatos ao pódio nos Jogos de Tóquio, em 2020. É uma geração de atletas que está no radar do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e deverá ser acompanhada ainda mais de perto pelos torcedores neste ciclo olímpico após conquistas de peso no cenário esportivo internacional.

Nos Jogos do Rio, por exemplo, 20 atletas com potencial para representar o País em Tóquio participaram do Projeto Vivência Olímpica, cujo objetivo do COB foi estimular e transmitir experiência de competição a esses garotos. O mesmo já havia sido feito pela entidade quatro anos antes, nos Jogos Olímpicos de Londres, com outros 16 jovens atletas.

O objetivo é melhorar os resultados alcançados no último ciclo olímpico. Na lista de atletas convidados pelo COB para viajar para a Inglaterra em 2012 estavam nomes como Thiago Braz (atletismo), Isaquias Queiroz (canoagem velocidade), Felipe Wu (tiro esportivo) e Martine Grael (vela), que quatro anos mais tarde se consagraram ao conquistar medalhas nos Jogos do Rio.

"O COB já está trabalhando há alguns anos na preparação da geração que vai competir nos Jogos Olímpicos de 2020. Com essa ação de levar atletas para vivenciarem o ambiente olímpico, pretendemos quebrar a ansiedade natural que antecede uma competição como esta", explica o ex-judoca Sebastian Pereira, gerente de Performance Esportiva do COB e líder do Projeto Vivência Olímpica.

O Estado mostra a história de alguns atletas de destaque nas categorias de base que já estão mostrando bons resultados e a expectativa é de poderem brilhar em 2020. Eles sonham em representar o País e fazer história nos Jogos do Japão. Para eles, a contagem regressiva para Tóquio-2020 já começou.

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Aos 18-anos, Duda Lisboa já tem um currículo invejável

Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, ela é também tricampeã mundial sub-19

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2016 | 07h00

Duda Lisboa tem mais troféus e medalhas do que muitos atletas experientes. Com um currículo invejável, a jogadora de vôlei de praia tem tudo para brilhar nas areias de Tóquio, em 2020. Aos 18 anos, desde cedo ela é apontada como talento precoce e tem o esporte no sangue.

"Minha mãe era jogadora e é até hoje a minha técnica. Desde novinha ela me treinava. Ela jogou até os 40 anos e eu sempre competi na praia. Cheguei a jogar na quadra pelo colégio e era boa também", conta a garota, que é filha de Cida, ex-atleta que criou um Centro de Treinamento em São Cristóvão, na região metropolitana de Aracaju, em Sergipe.

Foi lá que Duda iniciou a trajetória que culminou em feitos incríveis para uma adolescente. Quando tinha apenas 15 anos, tornou-se a primeira jogadora a disputar três Mundiais de base, sendo campeã sub-19 e vice sub-23, ao lado de parceiras diferentes. Também foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude e é tricampeã mundial sub-19. "Eu guardo tudo em casa. Tenho várias troféus e medalhas", diz.

Com tantas conquistas, ela sempre foi tratada como um talento a ser lapidado e já faz parte da seleção brasileira adulta. Neste ano, foi eleita a melhor novata no Circuito Mundial e a atleta que mais evoluiu no Circuito Brasileiro. "Estou sempre treinando. No CT, tem academia e quadras. Meu sonho é ir para os Jogos de 2020", afirma.

Após a Olimpíada do Rio, ela teve uma conversa com a medalhista de prata Ágatha, que decidiu romper a dupla com Bárbara Seixas. Elas, então, combinaram de formar uma parceria para o próximo ano. "Será uma experiência muito boa. Espero que ela possa me passar tudo para chegarmos bem lá na Olimpíada de Tóquio", comenta.

Duda vai fazer o fundo de quadra na dupla com Ágatha e, com essa nova etapa em sua vida, terá de se mudar para o Rio. Sua mãe e técnica vai junto, a fim de estar próxima da filha e também para continuar aprimorando o talento da garota. "Vou ter de me acostumar a ficar longe de casa. Sempre viajo, nunca estou em casa, mas agora será uma experiência nova e muito boa. Tenho de pensar sempre positivo."

Como o Brasil tradicionalmente conquista medalha no vôlei de praia, as apostas em Duda para 2020 são altas. "Estou bem animada. Meu sonho é disputar a Olimpíada e essa nova dupla será muito importante. Vamos treinar juntas e estou bem empolgada."

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Renovação no handebol passa por Gabriel Jung

Atleta está há um ano e meio na Espanha e vira aposta para o Mundial de 2017

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2016 | 07h00

O meia Gabriel Jung foi convocado pela primeira vez para a seleção masculina de handebol após os Jogos do Rio. Aos 19 anos, ele é um dos atletas que estão sendo observados pelo técnico Washington Nunes na renovação da equipe visando ao Mundial no próximo ano, na França, e aos Jogos de Tóquio, no Japão, em 2020.

"Tenho muita vontade de chegar lá. É um sonho para qualquer um. Sei que ainda tem muito chão, então tenho de treinar bastante, aprender e ganhar experiência", afirma o rapaz, que atua no Barcelona B, da Espanha, time em que está há um ano e meio e já se sente completamente adaptado à realidade da Europa.

Gabriel é de Caçador, em Santa Catarina, e começou a jogar por acaso. Como era grande para sua idade, e canhoto, foi logo chamado para uma equipe. "Na época tinha 12 anos e acho que tinha o perfil que o técnico precisava. Aí com 15 anos fui para São Paulo, para jogar no Pinheiros", explica o jogador.

Como era muito novo, sua família ficou um pouco apreensiva com essas mudanças. No entanto, recebeu o apoio de todos e não demorou para se transferir para o Barcelona B. “É uma equipe que disputa uma liga inferior. Tem atletas da base, mas também jogadores de 30 anos. É um jogo mais tático e muito estudado”, conta.

Ele mora com um atleta grego e outro espanhol. Vem aprendendo bastante e sabe que está sendo uma grande experiência, ainda mais por estar em um clube grande da Espanha. "Nosso ginásio fica perto do estacionamento dos jogadores do futebol. Às vezes vemos eles passando de carro, mas não temos contato com eles", diz.

Com 1,96 m de altura, o garoto é uma aposta do técnico Washington Nunes, que assumiu a seleção masculina após a Olimpíada e vem monitorando os 50 atletas brasileiros que atuam no exterior. "O Gabriel tem um potencial muito grande, é um menino com um talento especial, assim como o Panda e o Cauê. Todos eles são atletas com uma grande capacidade de jogo e que podem brilhar em 2020", comenta.

Para Gabriel, a intenção é continuar atuando na Europa, de preferência em uma equipe de ponta. "Eu penso em ir para uma liga mais forte na próxima temporada e vou estudar as possibilidades. Sei que preciso aprender mais e quero ir para o Mundial em janeiro, estou brigando para isso. E de olho nos Jogos de Tóquio, com certeza", diz o jogador.

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A força de Layana vem dos tatames

Jovem de 20 anos é campeã olímpica dos Jogos da Juventude

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2016 | 07h00

Campeã olímpica nos Jogos da Juventude, em Nanquim (China), Layana Colman é uma promessa do judô, mas sabe que terá uma tarefa dura para conseguir uma vaga na categoria até 52 kg. A atleta de 20 anos é hexacampeã brasileira e agora a disputa será mais forte.

Layana briga por uma vaga nos Jogos de Tóquio com a experiente Erika Miranda. Caso Sarah Menezes também suba de categoria, será mais uma adversária forte na disputa para representar o Brasil em 2020.

Só que a menina, que começou no judô aos nove anos e treina em Campo Grande (MS), não é de desistir facilmente e pretende mostrar seu talento. "Estou começando um novo ciclo para disputar uma das vagas na Olimpíada. A dificuldade aumenta e disparar na frente nos primeiros anos  é muito importante. Estou trabalhando e meu sonho e minha vontade são muito grandes."

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As braçadas de Guilherme Costa pelo sonho olímpico

Nadador fez melhor marca do ano no Brasil nos 1.500 m livre

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2016 | 07h00

O nadador Guilherme Costa, que completou 18 anos recentemente, chamou atenção ao fazer a melhor marca do ano no Brasil nos 1.500 m livre. "Desde o ano passado eu estava tentando. Em abril, teve o Troféu Maria Lenk, mas não consegui bater. Na época, eu treinava só três vezes por semana com meu técnico. Mas, a partir de junho, passei a treinar todos os dias", conta Guilherme.

O atleta da Unisanta morava em Itaguaí, na região metropolitana do Rio, e levava mais de uma hora para chegar ao local de treino. Mas, ele mudou de casa e agora as coisas melhoraram. Tanto que sua evolução nas piscinas foi nítida.

Guilherme gostaria de ter ido para os Jogos do Rio. Não conseguiu e agora sonho em chegar a Tóquio, em 2020, com boas braçadas. "Quero bater o recorde brasileiro e o sul-americano. Acho possível. Estou focado nisso", explica o nadador.

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Edival Marques pode brilhar no tae kwon do

Paraibano tem conquistas no mundial juvenil e Jogos da Juventude

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2016 | 07h00

Edival Marques é a grande esperança do tae kwon do para repetir o pódio da modalidade do Rio nos Jogos de Tóquio, em 2020. Netinho, como é chamado, treina todos os dias em busca do sonho olímpico. "Estou trabalhando para conseguir a vaga pelo ranking, para não depender de ninguém", avisa.

Paraibano, ele tem no currículo o título mundial juvenil e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude. Ele conheceu a modalidade por meio de um amigo. "Estava na casa dele jogando vídeo game e o pai dele, que era professor de tae kwon do, me convidou para treinar", conta.

O pai de Netinho, amante do futebol, logo percebeu que o filho iria praticar outro esporte. "Ele é mais apaixonado do que eu", diz o rapaz de 19 anos, que atualmente mora em Rio Claro-SP. "Tenho uma boa estrutura e penso um objetivo atrás do outro."

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