Tocha olímpica desfila a portas fechadas na Indonésia

Revezamento é feito em estádio para apenas 5 mil convidados; intervenção policial antes da passagem prende 5

Agências internacionais,

22 de abril de 2008 | 09h06

A tocha olímpica percorreu nesta terça-feira, 22, o centro da capital da Indonésia, Jacarta, seguindo um trajeto planejado de última hora para evitar incidentes e sob um forte esquema de segurança. Veja também: Cinco detidos antes de passagem da tocha olímpica por Jacarta O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo  As ruas nos arredores do estádio estavam desertas, já que as forças militares realizaram uma intervenção na região antes do evento, para dispersar centenas de manifestantes pró-Tibete. Há informações de que dezenas de pessoas foram presas.A primeira vez em que a Indonésia recebe a passagem da chama olímpica se transformou em um problema para o governo, que decidiu destacar cerca de dois mil policiais na região e impedir que a maioria do público assista diretamente à passagem da tocha. Grande parte do novo percurso foi feito dentro do Bung Karno Sports Stadium, um complexo ao qual só tiveram acesso cinco mil pessoas convidadas. Os organizadores reconheceram que a decisão de limitar o número de espectadores no estádio, que tem capacidade para 88 mil pessoas, foi adotada após receber pressões por parte da Embaixada da China. O restante do trajeto incluiu as ruas próximas ao estádio, onde se concentraram grupos de ativistas tibetanos e, possivelmente, membros da comunidade chinesa. A tocha olímpica, inicialmente, faria um percurso de 15 quilômetros por Jacarta, saindo da Prefeitura e passando pelo bairro chinês antes de terminar na praça do Monumento Nacional, no coração da metrópole. No entanto, os incidentes registrados em Paris, Londres e San Francisco fizeram com que os organizadores alterassem a rota. No total, 80 pessoas, entre as quais se encontram lendas locais do esporte, ministros e celebridades, participaram dos revezamentos.

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