Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação
Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

Tocha olímpica vai passar por mais de 300 cidades no Brasil

Símbolo dos Jogos tem tecnologia especial e vai percorrer todos os estados do País a partir do próximo ano

O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2015 | 05h00

Na história olímpica, a tocha mudou de tamanho, cor e formato. O principal símbolo dos Jogos iniciou, na edição de Berlim, em 1936, a tradição de revezamento, fazendo com que o fogo olímpico fosse levado da Grécia até a Alemanha. Nas edições da Olimpíada de 1928 e 1932 já havia um fogo simbólico, mas foi em Berlim que começou o revezamento da tocha e ela foi acesa em Olímpia, na Grécia. Curiosamente, essa primeira tocha confeccionada para os Jogos é até hoje a menor delas, apesar de que podia chegar a 70 cm com a inclusão do tubo de magnésio.

Por causa da Segunda Guerra Mundial, duas edições seguidas dos Jogos foram canceladas. Mas, em 1948, em Londres, a tocha ganhou um desenho mais arrojado e um modelo especial foi feito para a entrada no estádio, com uma chama mais brilhante para chamar a atenção dos espectadores. No revezamento da tocha, no transporte de barco do trajeto da Grécia para a Itália, foi usado um queimador especial que garantiu a chama acesa por mais de 48 horas.

Já em 1952, pela primeira vez foi usada madeira na confecção da tocha. E a partir daí diversos materiais foram testados e os formatos buscavam chamar a atenção e inovar no desenho. Para a Olimpíada da Cidade do México, por exemplo, foram criados quatro tipos diferentes de tochas. Além da mudança visual, as tochas também ganharam as alturas, o espaço e o fundo do mar. O revezamento virou um evento que mobiliza a população local e passa pelos principais cartões-postais.

No Brasil isso não será diferente. A tocha, que conta com uma tecnologia que a faz abrir e mudar de cor quando acionada, passará por todos os estados do País e mais de 300 cidades, durante cem dias. O percurso começará em Brasília até chegar ao Rio, em 5 de agosto de 2016.

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