Tocha olímpica volta à China; começa contagem de 100 dias

Chineses fazem festa com a marca e consideram, junto com o COI, positivo o trabalho até o momento

BEN BLANCHARD E JAMES POMFRET, REUTERS

30 de abril de 2008 | 09h04

A China iniciou a contagem regressiva de 100 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim com orações, canções e uma grande corrida, nesta quarta-feira, dia em que a tocha olímpica retornou ao território chinês após um tumultuado revezamento mundial. Veja também: Embaixador chinês confiante com segurança na Olimpíada Ventos fortes adiam escalada da tocha ao Monte Everest Tocha olímpica é teste para a autonomia de Hong Kong O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoAo contrário da preparação para Olimpíadas recentes, as obras de Pequim seguiram o cronograma e alguns estádios e instalações de infra-estrutura ficaram prontos antes do tempo. A cidade investiu entre 35 bilhões e 40 bilhões de dólares para melhorar a infra-estrutura, incluindo um novo terminal no aeroporto e novas linhas de metrô, além de 2,1 bilhões de dólares para cobrir os gastos de realização dos Jogos. "Os próximos 100 dias trarão empolgação e energia crescente para Pequim", disse o Comitê Olímpico Internacional. "Cidadãos e visitantes verão a transformação da cidade, durante a chegada de atletas, da mídia e dos espectadores para os últimos eventos-teste, assim como para os Jogos propriamente ditos." Nos últimos meses, no entanto, as tranquilas preparações da cidade foram ofuscadas pelo conturbado revezamento internacional da tocha, que foi marcado por vários protestos anti-China, especialmente em Londres, Paris e San Francisco. Na grande maioria, os protestos questionavam a situação dos direitos humanos na China e a repressão no Tibete. As festividades de quarta-feira em Pequim começaram sob um céu nublado com uma corrida pelas ruas da cidade com 10.000 moradores de Pequim, parte da promessa chinesa de fazer dos Jogos a "Olimpíada do Povo". No país oficialmente ateu, igrejas católicas oraram pelo sucesso dos Jogos. Uma freira disse à Reuters que a Igreja perdoava as pessoas que haviam prejudicado o revezamento da tocha. "Claro que nós perdoamos as coisas que aqueles que não compreendem política fizeram", disse a freira Angela Teresa Ying, após participar de uma missa pelos Jogos, na catedral de Pequim. A segurança em Pequim foi notadamente reforçada nas últimas semanas após os protestos contra o regime chinês ocorridos no mês passado no Tibete, justamente a causa dos protestos ocorridos durante o revezamento internacional da tocha. (com Guo Shipeng e Reuters Television)  

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