Koji Sasahara / AP
Koji Sasahara / AP

Tóquio 2020 redistribui orçamento, mantido em R$ 48,4 bilhões

Comitê Organizador Local também aumenta previsão de lucro com patrocínios

EFE, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2018 | 11h28

O comitê organizador da Tóquio 2020 publicou nesta sexta-feira uma atualização do seu orçamento para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, mantido em 1,35 trilhão de ienes (R$ 48,4 bilhões), mas com uma redistribuição qualitativa

A menos de 600 dias para os Jogos, o orçamento está "entrando finalmente em uma fase de plena implementação", disse o diretor-executivo da Tóquio 2020, Toshiro Muto, em comunicado no qual explicou que a redistribuição beneficia algumas áreas e reduz "com sucesso" o investimento em outras. 

Neste sentido, os custos com transporte aumentaram 40%, para 35 bilhões de ienes (R$ 1,225 bilhão), e os de operações 5%, até 105 bilhões de ienes (R$ 3,675 bilhões), um aumento que foi possível graças à redução na contingência existente e à economia gerada pela Agenda Olímpica 2020.

"Ainda há muito trabalho a fazer para controlar as despesas", mas a organização continuará se esforçando "para maximizar as receitas, conter os custos e manter o orçamento" dentro da margem atual, acrescentou Muto.

O comitê também informou que sua previsão de lucro com patrocínios nacionais aumentou em 3,4%, para 320 bilhões de ienes (R$ 11,2 bilhões), que contribuirão para financiar o orçamento sob sua responsabilidade, de índole privada, e que foi mantido em 600 bilhões de ienes (R$ 21 bilhões) do total.

Também será mantido o orçamento a cargo do governo local de Tóquio e o central, de 750 bilhões de ienes (R$ 26,25 bilhões).

Dessa quantia, 345 bilhões de ienes (R$ 12,075 bilhões) serão destinados às nove sedes que estão sendo construídas para os Jogos, entre elas o novo Estádio Olímpico de Tóquio.

"Estas instalações servirão para o esporte japonês e para população local durante as próximas décadas, abrigando não só esportes, mas também eventos musicais, culturais e de outra índole", disse a organização em seu relatório. / EFE

 

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