Ryo Ichikawa/ Tokyo 2020
Ryo Ichikawa/ Tokyo 2020

Tóquio aprova contrato de R$ 4,9 bilhões para construção de estádio olímpico

Governo informou que as obras terão início em dezembro

Estadão Conteúdo

30 de setembro de 2016 | 10h27

O governo do Japão aprovou nesta sexta-feira o contrato de um projeto de 150 bilhões de ienes (aproximadamente R$ 4,9 bilhões) para a construção do estádio principal para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

As autoridades disseram que as obras do estádio começarão em dezembro, mais do que um ano após o plano anterior, que foi desfeito em razão da impopularidade do projeto e dos seus altos custos.

O Conselho Esportivo do Japão, uma organização financiada pelo governo para operar o projeto, disse que o estádio está programado para ser concluído no final de novembro de 2019, ainda assim, com cinco meses de atraso. A demora forçou a retirada do estádio como uma das sedes do Mundial de Rúgbi de 2019, que está sendo organizado pelo Japão.

O custo do projeto original, da arquiteta Zaha Hadid, chegou aos 265 bilhões de ienes (R$ 8,64 bilhões), mais do dobro da previsão inicial, sendo posteriormente cancelado.

O contrato de 150 bilhões de ienes está pouco abaixo do limite máximo fixado em 155 bilhões de ienes (R$ 5,05 bilhões) pelos contratantes, uma joint venture entre Taisei Corp., Azusa Sekkei Co. e a Kengo Kuma, empresa de arquitetura que projetou o novo estádio.

A ministra olímpica Tamayo Marukawa disse que vai garantir o constante progresso da construção. A governadora de Tóquio, Yuriko Koike declarou que vai observar de perto o caro projeto, que a cidade também é uma das financiadoras. "Pela obrigação que temos que compartilhar, eu vou garantir que seja utilizado pelo povo de Tóquio, e levantar a minha voz quando necessário", disse.

O atraso do estádio é parte dos problemas na preparação do Japão para a Olimpíada, especialmente relacionados ao descontrole nos gastos. Os organizadores japoneses também enfrentam acusações de suborno envolvendo o processo de definição de Tóquio como sede dos Jogos de 2020. O novo imbróglio envolve um possível atraso na construção das vias que vão ligar os locais de competições.

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