Tóquio não vê problema no retorno dos Jogos para a Ásia

Japoneses brigam com Chicago, Madri, Doha, Rio, Praga e Baku pelo direito de sediar a Olimpíada de 2016

ALASTAIR HIMMER, REUTERS

15 de janeiro de 2008 | 10h38

Tóquio apresentou nesta terça-feira os passos iniciais de sua proposta para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, e afirmou não ver problema no retorno da Olimpíada à Ásia após os Jogos Olímpicos de Pequim deste ano.   Veja também:  COI confirma Rio e mais 6 cidades na briga pelos Jogos 2016 Os responsáveis pela campanha de Tóquio prometeram Jogos "urbanos" com 95% das instalações olímpicas localizadas no centro da cidade, possibilitando maior conforto e conveniência. "A realização da Olimpíada deste ano em Pequim não é uma preocupação", disse à Reuters o presidente do comitê da proposta de Tóquio, Ichiro Kono. "O Comitê Olímpico Internacional (COI) não tem regras de rotação, então nós temos confiança total de que a nossa proposta por 2016 é a mais forte." Tóquio, uma das sete cidades que enviaram ao COI as garantias exigidas para as cidades que desejam receber os Jogos, tem planos de concorrer aos Jogos de 2020 se não for vitoriosa no atual processo. "O governador de Tóquio [Shintaro] Ishihara demonstrou interesse por 2020", disse Kono. "Mas nós acreditamos que Tóquio pode organizar a Olimpíada de 2016." "Estamos focando as nossas energias nisso. Os membros do COI votarão e nós acreditamos que a visão de Tóquio para 2016 é única no fato de realizar os primeiros Jogos Olímpicos realmente urbanizados." Tóquio apresentou projetos para duas grandes zonas de instalações - uma totalmente construída em terreno recuperado na Baía de Tóquio e outra ao redor do Palácio Imperial, incluindo locais utilizados na Olimpíada de 1964 no país. "A proposta de Tóquio é inovadora porque os atletas se hospedarão, competirão e viajarão pelo coração da cidade. Achamos que isso é inédito na história das Olimpíadas", disse Kono. "Serão jogos compactos e verdes, com transporte livre de carbono entre as instalações. Não é apenas em grande escala, mas nos pequenos detalhes, que são importantes. A capital japonesa disputa com Chicago, Madri, Doha, Rio de Janeiro, Praga e Baku o direito de sediar os Jogos de 2016. O COI vai diminuir essa lista para cinco cidades em junho deste ano.

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