Toshifumi Kitamura/AFP
Toshifumi Kitamura/AFP

Tóquio pode usar Vila Olímpica como 'hospital' durante pandemia do coronavírus

Enorme complexo habitacional da Baía de Tóquio abrigará até 11 mil atletas olímpicos e 4,4 mil paraolímpicos

Redação, Estadao Conteudo

03 de abril de 2020 | 17h53

A Vila Olímpica, que está em construção para os Jogos de Tóquio no ano que vem, poderá ser usada como hospital temporário na ajuda contra a pandemia do coronavírus. O anúncio foi feito nesta sexta-feira por Yuriko Koike, governador de Tóquio. O enorme complexo habitacional da Baía de Tóquio, abrigará até 11 mil atletas olímpicos e 4,4 mil paralímpicos, além de pessoal de apoio durante as duas semanas de Jogos em 2021, em seus 24 edifícios.

Koike disse que a Vila Olímpica é "uma das opções" analisadas. "Mas ainda não foi definido. Estamos falando de vários lugares e avaliando cada possibilidade." Outra alternativa, disse Koike, é que o governo da cidade de Tóquio compre um hotel para hospitalizar pacientes no meio da pandemia.

Na quinta-feira, o Japão já havia relatado cerca de 3.300 casos de coronavírus e 74 mortes, segundo o ministro da Saúde. A capital japonesa relatou 97 novos casos nesta quinta, o que fez com que as autoridades procurassem mais leitos.

As 5.600 unidades da Vila Olímpica serão reformadas após os Jogos e vendidas. Quase mil delas estão atualmente à venda ou já foram vendidas. Espera-se que o local comece a ser ocupado como área residencial a partir de 2023, e os preços dos apartamentos são anunciados entre US$ 500 mil (cerca de 2,6 milhões) e US$ 2 milhões (R$ 10,6 milhões). A Vila Olímpica é um negócio conjunto entre dez empresas importantes do Japão e as autoridades de Tóquio.

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