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Torben lamenta por raias da vela do Rio-2016 ficarem distantes das arquibancadas

Dono de cinco medalhas olímpicas gostaria que barcos fossem liberados nas provas

Clarissa Thomé, do Rio, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2016 | 11h52

Esporte com boas chances de medalha para o Brasil, a vela pode ser uma frustração para o público que for assistir às provas na Olimpíada. Isso porque as raias de competição ficam distantes das arquibancadas. Também não será possível acompanhar em barcos as corridas, diferentemente do que ocorre em outras competições internacionais realizadas pelo mundo. O distanciamento do público foi alvo de críticas do coordenador-técnico da vela do Brasil, Torben Grael, de 56 anos.

"Em competições importantes de vela, tem um perímetro da competição, mas em volta é permitido as pessoas virem de barco e assistir, ficarem ancoradas em volta desse perímetro da competição. Aqui, por motivo de segurança, entre aspas, isso não será permitido. Acho um pecado. Levamos 100 anos para a Olimpíada chegar ao nosso País, e as pessoas não vão poder assistir às competições com seus barcos", queixou-se Torben, que disputou cinco edições da Olimpíada, conquistando dois outros, uma prata e dois bronzes.

Torben comparou a vela à prova de maratona, em que o público fica bem perto dos corredores. "Se a maratona passa tão perto a ponto de uma pessoa poder agarrar um competidor, por que na vela as pessoas não podem sair dos clubes nos seus barcos para assistirem à competição? Isso não vai mudar agora. A gente vai ter as arquibancadas próximas à raia da medal race (como é chamada a última regata), mas ainda bastante longe para que a torcida faça influência maior", afirmou.

O coordenador-técnico da vela do Brasil disse, no entanto, acreditar que seja possível identificar os barcos e observar quem tem o melhor desempenho, apesar da distância. No Pan-2007, realizado no Rio, também não foi permitida a aproximação de barcos de passeio das raias de competições.

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