Hassan Ammar/AP
Hassan Ammar/AP

Torcida canta o hino nacional e comemora prata de Wu como fosse ouro

Brasileiro teve grande apoio das arquibancadas durante a competição

Demétrio Vecchioli, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2016 | 16h28

O torcedor brasileiro parece ter entendido o espírito olímpico e, também, o discurso do Comitê Olímpico do Brasil (COB), de que não é só o ouro que interessa. A comemoração da prata conquistada por Felipe Wu na tarde deste sábado, em Deodoro, na prova pistola de ar 10 metros, foi como se a medalha tivesse sido de ouro.

Após a cerimônia de entrega das medalhas e da execução do hino nacional do Vietnã, país do campeão Xuan Vinh Hoang, os três medalhistas se aproximaram para agradecer o público e a torcida brasileira começou a cantar o hino nacional. Como na Olimpíada, só os campeões têm direito a essa honra, restou aos brasileiros cantar o hino à capela.

Felipe Wu, que já havia batido continência quando a bandeira brasileira subiu, cantou junto e festejou bastante a medalha de prata. Durante a competição, a torcida entoou cantos de "Wu, Wu, Wu, Wu, Wu" cada vez que aparecia o resultado do tiro dele no telão. Muitos torcedores usavam camisas da seleção brasileira de futebol, como de costume.

"Eu e meu técnico batalhamos muito. O ano tem sido muito bom para a gente. Até hoje achava que a torcida não podia fazer tanta diferença, mas, depois do que passei aqui, percebi que fez toda a diferença", comemorou, em entrevista à TV Globo, pouco depois de descer do pódio olímpico.

Neste ano, Wu já havia vencido duas etapas da Copa do Mundo, em Bangcoc (Tailândia) e em Baku (Azerbaijão), e chegou à Olimpíada do Rio como favorito ao ouro. No entanto, o brasileiro precisou lidar com uma dor no ombro que surgiu nas últimas semanas. "Sabia que não ia sarar. Conversei bastante com meu técnico. Qualquer atleta que compete em alto nível precisa conviver com a dor. Estava consciente de que teria que competir assim", informou.

"É uma honra. Todo mundo me falava dessa medalha em 1920. Fico muito feliz que consegui realizar esse sonho. Espero que a pessoas se interessem mais pelo tiro e mais pessoas possam representar o país', disse Wu.

O medalhista brasileiro dedicou a conquista à sua família. "Dedico aos meus pais. Sem eles não teria nem começado a praticar. Ao Exército brasileiro e à minha namorada. Há dois anos estamos sofrendo juntos, mas valeu a pena" finalizou.

A namorada, Rosane Budag, também compete no tiro. Neste sábado, ela foi eliminada e não conseguiu conquistar uma medalha. Os dois dividem quarto na Vila dos Atletas. Wu ainda competirá mais uma vez na Olimpíada, na pistola 50 metros.

Nessa disputa, ele está longe de ser favorito, uma vez que tem um 26.º lugar como melhor resultado em Copas do Mundo na carreira. Outro brasileiro, Julio Almeida, por outro lado, ganhou essa disputa no Pan de Toronto, no ano passado.

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