Bernd Thissen/EFE
Bernd Thissen/EFE

Thiago Braz consola rival vaiado no pódio do salto com vara

Francês Renaud Lavillenie foi mais uma vez alvo das arquibancadas

Gonçalo Junior, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2016 | 21h32

Na cerimônia de premiação do salto com vara, na noite desta terça-feira, no Engenhão, a torcida não perdoou o francês Renaud Lavillenie, rival derrotado por Thiago Braz na disputa pelo ouro. Quando o francês teve seu nome anunciado como ganhador da prata, as vaias tomaram conta do estádio para constrangimento do francês. O campeão Thiago Braz levantou os braços, mostrando que não entendia o gesto da torcida. Os aplausos só vieram quando o francês subiu ao pódio e recebeu a medalha. Na hora do Hino Nacional Brasileiro, o francês chorou no pódio.

Aplaudido de pé pelos torcedores, Thiago Braz, que também representa as Forças Armadas, bateu continência durante a execução do Hino. Em vários momentos, ele agitou os braços pedindo empolgação e entusiasmo. Foi atendido em todos os gestos.

Após a cerimônia, os locutores do Engenhão, em nome do COI e da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo), pediram que os torcedores respeitassem os estrangeiros.

O COI divulgou uma foto em que Thiago Braz consola o francês depois da entrega das medalhas. Ao lado dos dois, está o ucraniano Sergei Bubka, seis vezes campeão do mundo no salto com vara e que bateu 35 vezes o recorde mundial.

A vaia no momento da medalha foi mais um momento da relação conturbada da torcida com o ídolo francês. Logo após a prova, na noite de segunda-feira, o francês comparou o comportamento da torcida ao que fizeram com Jesse Owens em 1936 (Owens foi vaiado e hostilizado na época da Alemanha nazista). Na entrevista coletiva, Lavillenie recuou e considerou a afirmação um equívoco. Mas manteve a crítica à torcida. 

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