OBS/Divulgação
Olimpíada e Paralímpiada deverão ser assistidas por 5 bilhões de telespectadores OBS/Divulgação

TRANSMISSÃO DE TV SERÁ UM MARCO NOS JOGOS OLÍMPICOS

A expectativa é de que atinja cinco bilhões de telespectadores

O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2016 | 07h00

Quando falamos da transmissão televisiva dos Jogos Olímpicos, a edição Rio-2016 já é considerada, por inúmeros fatores, um marco na história do evento. Além de ser transmitida para 220 países na qualidade Full HD, a expectativa é de que a Olimpíada e Paralimpíada atinjam juntas cinco bilhões de telespectadores ao redor do mundo, sendo mais de sete mil horas de cobertura.

Os números e expectativas são da OBS (Olympic Broadcast Services), organização oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI) responsável pela entrega das imagens e áudios dos Jogos às emissoras de rádio e televisão que possuem direitos de transmissão.

“A nossa missão é dar às pessoas de todo o mundo os melhores assentos da competição. Queremos transmitir toda a emoção dos Jogos Olímpicos e fazer com que milhões de pessoas em todo o mundo participem desta grande e empolgante festa”, conta Yiannis Exarchos, presidente da OBS, ao site oficial do Rio-2016.

Desde 2008, a OBS atua como emissora-anfitriã, trabalhando em conjunto com o Comitê Organizador de cada cidade-sede para garantir infraestrutura e tecnologia necessárias para a cobertura dos Jogos. Para entregar um serviço de primeiro mundo aos telespectadores, a OBS conta com um quartel-general de primeira: o Centro Internacional de Transmissão (IBC, sigla em inglês). Com um total de 79 mil m² de área construída e capacidade para mais de 10 mil pessoas, o QG, que custou aproximadamente R$ 400 milhões, funcionará 24h no período dos Jogos e abrigará todas as emissoras de televisão do mundo.

NOVAS TECNOLOGIAS

Algumas novidades na transmissão dos Jogos Olímpicos ainda farão parte do Rio-2016. Mas, a primeira, apenas para o outro lado do mundo. A OBS irá registrar mais de 100 horas de filmagens em 8K para serem exibidos por emissoras japonesas. Esse será uma espécie de ensaio para a Olimpíada de 2020, que será realizada justamente em Tóquio, quando acreditam que essa tecnologia já será mais comum.

Estão na mira da OBS para cobertura em 8K as cerimônias de abertura e encerramento e algumas modalidades consideradas as mais importantes nos Jogos Olímpicos, como atletismo, judô, natação, futebol e basquete.

Ficou com inveja dos japoneses? Então aqui vai uma informação que vai te deixar um pouco mais tranquilo. Além do Brasil estar engatinhando na transmissão 4K, o Japão é o único lugar do planeta, até o momento, onde já existem modelos de televisão à venda que suportam essa resolução - 16 vezes mais alta que o atual Full-HD. Para 'piorar', só existe no mercado um modelo deste tipo, ele é fabricado pela Sharp, possui 85 polegadas e sai pelo preço de US$ 133 mil, ou seja, R$ 470 mil.

A segunda novidade na Olimpíada do Rio de Janeiro é a realidade virtual (VR), que ganhou destaque neste ano e promete decolar. A ideia é que, utilizando um óculos 3D, o usuário poderá assistir aos Jogos como se estivesse dentro das instalações olímpicas, nas arquibancadas ou até mesmo ao lado dos maiores atletas do mundo. Para a produção de imagens deste tipo, serão utilizadas câmeras que captam 360 graus e que já foram testadas nos Jogos de Inverno de Sochi, na Rússia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Público brasileiro terá cobertura inédita dos Jogos Olímpicos

Mais de 20 canais por assinatura estarão disponíveis no País

O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2016 | 07h00

Como já era imaginado, os Jogos Olímpicos Rio-2016 terão uma cobertura inédita na televisão brasileira. Diferente da edição de 2012, realizada em Londres, quando a Record transmitiu o evento com exclusividade na grade aberta, dessa vez, três emissoras serão responsáveis neste quesito: Globo, Band e a própria Record.

No entanto, é na televisão por assinatura que os números serão mais impressionantes: serão mais de 20 canais, divididos entre ESPN Brasil, Fox Sports, que faz sua estreia olímpica no País, BandSports e SporTV, grande responsável por essa cobertura histórica.

Com um grande investimento, o SporTV trará 24 horas ao vivo de conteúdo, 100% de todas as competições, onde e quando o assinante quiser. Ou seja, se o telespectador quiser assistir ao qualificatório do tiro com carabina 10m, ele conseguirá. Para realizar tal feito, o canal, que faz parte do Grupo Globo, terá 16 canais em HD e mais 56 sinais ao vivo na internet (sendo 16 uma "cópia" dos canais e outros 40 inéditos).

"Nosso diferencial é uma cobertura completa, sendo a maior transmissão da história do Brasil em termos de Jogos Olímpicos. Em Londres tínhamos quatro plataformas, já existia um conteúdo diferenciado, mas nosso grande desafio é sempre melhorar, sempre pensando no consumidor. Pegamos nossa tecnologia e conteúdo, trabalhos em parceria com as operadoras de televisão a cabo e conseguimos isso", disse ao Estado Bianca Maksud, diretora de marketing e produto do SporTV.

"Serão mais de mil profissionais envolvidos, sendo 110 comentaristas. Teremos uma equipe completa para cada canal, desde coordenação até narradores, comentaristas e repórteres. Nos outros 40 sinais na internet, o assinante não terá narração, mas sim o som ambiente e artes com estatísticas e dados para ele entender tudo que está acontecendo naquela prova", completou.

Sem tantos canais quanto seu maior concorrente, a ESPN Brasil tem tudo para ser a segunda força na televisão a cabo. Com aproximadamente 100 profissionais no Rio de Janeiro, o canal, que é sediado em São Paulo, planeja mais de 700 horas de transmissão nas suas quatro plataformas (ESPN Brasil, ESPN, ESPN+ e WatchESPN) e apostará na qualidade dos seus 50 especialistas e comentaristas para cativar o telespectador, como, por exemplo, Fernando Meligeni, Magic Paula, Maurício Lima, Ana Moser, Diogo Silva e Danielle Zangrando.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.