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Treinador italiano é acusado por tribunal de dopar atletas do Quênia

Federico Rosa está em liberdade após pagar fiança

O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2016 | 15h13

O italiano Federico Rosa, agente e treinador de atletismo, foi acusado em um tribunal queniano de dopagem e de arruinar a reputação de vários atletas do país, entre eles a maratonista Rita Jeptoo, suspensa em janeiro de 2015 por doping.

Federico Rosa, que está em liberdade após pagar fiança, negou todas as acusações e pediu ao tribunal que devolva o seu passaporte para poder viajar a Monaco e acompanhar seus atletas na etapa da Diamond League, que será nesta sexta-feira. Na última semana, ele havia prestado depoimento à polícia local sobre o assunto.

O agente é acusado de "administrar substâncias proibidas, por meio de métodos proibidos" para melhorar o rendimento de seus atletas, que vivem em Eldoret e Iten, duas cidades mundialmente famosas por treinamento de alto rendimento.

Outro treinador italiano acusado de dopagem, Claudio Berardelli, também precisou pagar fiança para ficar em liberdade, mesmo depois de a acusação não ter apresentado provas convincentes contra. "Nas investigações realizadas pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), Berardelli nunca foi mencionado. A polícia deveria ter pedido as provas recolhidas pela IAAF antes de envergonhar um preparador de fama internacional", afirmou o advogado de defesa.

No final de maio, a IAAF decidiu prolongar por seis meses a suspensão de três dirigentes da Federação Queniana: Isaiah Kiplagat, David Okeyo e Joseph Kinyua. Eles já haviam sido penalizados em novembro de 2015 por "subversão ao processo de dopagem", pois haviam encobertos casos de doping.

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) declarou em primeiro de maio que o Quênia é um país que não age de acordo com as regras antidoping e precisaria modificar sua legislação para atender as exigências da organização, pois corre o risco de ser excluída dos Jogos Olímpicos do Rio. O presidente queniano, Uhuru Kenyatta assinou um termo no mês passado que atenderia as solicitações.

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