Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Taba Benedicto / Estadão
Taba Benedicto / Estadão

Três anos depois, como estão algumas promessas olímpicas para Tóquio e Paris

‘Estado’ ouviu novos talentos em 2017 e foi reencontrá-los neste ano. Alguns brigam por uma vaga em 2020

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2019 | 04h30

A arqueira Ana Machado tem boas chances de conquistar uma vaga nos Jogos de Tóquio. Sua evolução tem sido constante. No Mundial de Tiro com Arco de 2017, em seu primeiro ano como juvenil, ela ficou em 33.º lugar. Neste ano, alcançou a 17.ª posição e já faz parte da seleção brasileira adulta.

Depois de apresentar algumas promessas olímpicas três anos atrás, o Estado retornou aos mesmos centros de treinamento para conferir a evolução desses atletas. Em alguns casos, o crescimento foi exponencial; em outros, nem tanto. Uns, como Ana Machado, são para já e disputam vaga em Tóquio; outros são lapidados para os Jogos de 2024. 

Independentemente dos resultados, essas promessas já têm o jeitão de atletas de verdade. Como rascunhos que estão perto da arte-final. Maduros antes dos 18 anos. Uma parte dessa evolução está nas fotos, antes e depois. 

Ana Machado representa o Brasil em competições internacionais desde 2013. Foi tricampeã brasileira juvenil e vice campeã brasileira adulta ano passado, entre outros inúmeros feitos. Em 2018, ela lançou um financiamento coletivo para arrecadar R$ 20 mil. A finalidade? Passar um mês na Coreia do Sul, país referência na modalidade, para treinar e melhorar as suas chances de estar nos Jogos Olímpicos. Ela ainda tem duas seletivas para Tóquio. “Meu desempenho neste ano foi muito bom nas seletivas adultas. Consegui me selecionar para quase todas as competições. Não consegui participar de algumas, pois tive uma lesão”, diz a arqueira de 18 anos.

O nadador Stephan Steverink era menino de tudo em 2017. Tímido e com pouco traquejo diante de microfones, ele falou pouco de sua história. Deixou que seu próprios resultados falassem por ele. Hoje, com 15 anos, estabeleceu novo recorde brasileiro nos 1.500 metros nado livre no Campeonato Brasileiro Juvenil em Vitória (ES), em dezembro. O atleta da AABB baixou o recorde brasileiro em quase 20 segundos. Ele está voando também em outras provas. Em dois anos, baixou em 17 segundos sua marca nos 400 m medley. Hoje, ainda tem de tirar uma diferença de seis segundos para o índice olímpico para Tóquio. 

Seu treinador, Eric Sona, classifica como “bem difícil” a proeza de ir a Tóquio. “Depois dessa evolução meteórica, ele vai precisar de mais trabalho para continuar melhorando sua marca. E não temos muito tempo. A última seletiva acontece em abril”, diz o professor. 

A exemplo de Stephan, outros atletas devem ficar no forno mais tempo. A corredora Aylana Ferreira Cézar escolheu um caminho pouco convencional no atletismo: as provas de meio fundo, distâncias de 800 metros a 3 mil metros. No passado, ela olhava para a mãe, Adriana, em busca de socorro na hora da entrevista, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), em São Paulo. Neste ano, a menina de 16 anos se tornou a atleta mais jovem a entrar no Troféu Brasil, a competição mais importante da América do Sul, aos 15 anos e meio.

Além disso, obteve outro bronze no Campeonato Brasileiro Sub-20, uma categoria acima. “Quando entrei no atletismo, eu pensei que seria velocista. Todo mundo vê o Bolt na tevê e pensa em correr os 100 metros. Sempre participei de salto em distância e criei gosto”, diz a atleta. “Eu evoluí bastante. Eu passei por diversas provas, melhorei meus tempos, evolui tecnicamente e mentalmente.” 

O técnico Luis Gustavo Cândido explica que ela está sendo lapidada para os Jogos de 2024, em Paris. “Nas provas de meio fundo, o treino começa a produzir resultados efetivos em um período de cinco ou seis anos”, diz o especialista do COTP. 

Aos 14 anos, Gustavo Rua já vivia do boxe com apoio para treinamento, tratamento médico e suplementação. Ele foi prata em 2017 e 2018 no Campeonato Paulista e ouro por Minas Gerais em 2019 na categoria até 57 quilos. No meio do caminho, Guga Rua sofreu uma lesão séria no ombro – chegou a disputar uma luta profissional em Mogi Mirim em 2018 com o ombro deslocado – e precisou ser submetido a uma cirurgia. Ascensão interrompida. “Foi uma fatalidade. Foi uma lesão bem complicada. Teve o ano praticamente perdido”, explica o pai, Danilo Rua. 

Agora como atleta do São Paulo, Guga envolveu a família inteira na carreira. A mãe, Graziela, tornou-se assessora de imprensa e o pai é advogado do Conselho Nacional de Boxe, instrutor, árbitro e comentarista na tevê. Todos eles já marcaram no calendário a data de 26 de julho de 2024, início dos Jogos de Paris, como a grande meta do sonho familiar. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.