Lee Jae-Won/Reuters
Lee Jae-Won/Reuters

Três chineses campeões em Pequim-2008 caem no doping no levantamento de peso

Outros oito atletas que foram medalhistas na China foram flagrados e estão suspensos preventivamente

Agência Estado, Estadão Conteúdo

24 de agosto de 2016 | 09h37

Três campeões olímpicos chineses do levantamento de peso, além de outros oito medalhistas, perderam seus títulos após serem flagrados no doping, segundo informou a Federação Internacional de Levantamento de Peso nesta quarta-feira. As amostras que apontaram o uso de substâncias proibidas são da Olimpíada de Pequim, em 2008.

Cao Lei, Liu Chunhong e Chen Xiexia foram flagrados pelo uso de Ghrp-2, que estimula a produção de hormônios do crescimento - Chunhong também testou positivo para o estimulante sibutramina. Assim, perderam o título de Pequim-2008.

Entre os demais medalhistas flagrados está o bielorrusso Andrei Rybakou, prata em 2008 e detentor do recorde mundial. Os demais são Anastasia Novikova, da Bielo-Rússia, Maria Grabovetskaya e Irina Nekrasova, do Casaquistão, Khadzhimurat Akkaev e Dmitry Lapikov, da Rússia, e Natalya Davydova e Olha Korobka, da Ucrânia. Todos estão previamente suspensos até que se conclua a investigação.

Há, ainda, outros quatro atletas que testaram positivo, mas não conquistaram medalha em 2008, como Maiya Maneza, do Casaquistão, e Iryna Kulesha, da Bielo-Rússia. Elas subiram ao pódio em Londres e já estavam suspensas após suas amostras de 2012 apontarem o uso de doping.

Os novos testes fazem parte de uma investigação liderada pelo Comitê Olímpico Internacional. As amostras têm sido guardadas por até dez anos para reanálises à medida que surgem novas tecnologias e novos compostos ilícitos. E uma série de irregularidades vem sendo encontrada entre os atletas do levantamento de peso.

Para enfrentar o problema, a modalidade colocou, entre os critérios de classificação à Olimpíada, uma restrição por acúmulo de casos de doping. Países com mais de nove atletas flagrados durante um ano poderiam ser excluídos do Rio-2016, como ocorreu com a Bulgária, que teve 11 casos no Europeu de 2015. Os halterofilistas russos, em meio ao escândalo do relatório McLaren, também não puderam disputar os Jogos.

Ainda assim, no Rio-2016, o medalhista de bronze Izzat Artykov, do Quirguistão, testou positivo para estricnina e foi excluído. O atleta mongol Chagnaadorj Usukhbayar, da categoria até 56kg, também foi desqualificado por doping.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.