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Trio obtém índice olímpico nos 100m peito em seletiva em SC

Felipe França, Felipe Lima e Pedro Cardona estarão no Rio 2016

Estadão Conteúdo

19 de dezembro de 2015 | 14h09

Uma das provas mais acirradas da natação brasileira nos últimos anos, os 100 metros peito garantiu mais três índices para a Olimpíada ao País neste sábado, na seletiva disputada na piscina da Unisul, em Palhoça (SC). Felipe França, principal referência do Brasil na prova, obteve a marca ao lado de Felipe Lima e Pedro Cardona.

Ao vencer a prova, com o tempo de 59s56, França ainda bateu o recorde do campeonato. O nadador do Corinthians foi seguido de perto por Felipe Lima (1min00s09), do Minas Tênis, e por Pedro Cardona (1min00s41), do Pinheiros. O trio nadou abaixo do tempo de 1m00s57, o índice olímpico da prova.

"A primeira coisa importante foi tirar o peso das costas. Estou treinando bem mais, ainda não estou totalmente descansado, mas graças a Deus deu tudo certo. A meta é sempre tentar diminuir o tempo. Até o Troféu Maria Lenk, tenho que continuar treinando muito, controlar a alimentação e segurar a ansiedade", disse França, referindo-se à segunda e última seletiva olímpica da natação brasileira, a ser realizada em abril de 2016.

Felipe Lima também demonstrou alívio com a meta alcançada nesta primeira seletiva. "Primeira página virada, primeiro passo dado. Primeira seletiva olímpica é muita pressão em cima de todo mundo, ainda mais sabendo que já têm três atletas nadando abaixo do índice, mas natação é assim, feita de superação. Todo mundo tem sua chance e a primeira já foi dada", declarou.

Também se destacaram neste sábado os velocistas Bruno Fratus, Marcelo Chierighini e Etiene Medeiros, todos com índice olímpico nos 50 metros livre. Fratus voltou a nadar abaixo do índice, como fez na quarta-feira, quando abriu o revezamento do 4x50m livre do Pinheiros, com 21s37, o segundo melhor tempo do mundo neste ano. Mas desta vez não foi tão veloz, com 21s66.

Com o resultado, manteve o índice obtido na quarta. Havia a possibilidade de ele perder a marca porque, pelo regulamento da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), os índices para provas de 50m, 100m e 200m livre feitos na abertura de revezamentos só valem se os respectivos atletas não participarem (ou tiverem participado) da prova individual no mesmo evento.

Fratus nadou a prova individual, mas não teve problemas para nadar abaixo da marca olímpica (que é de 22s27). "O objetivo foi cumprido. No revezamento era vencer a prova e hoje, conquistar o índice. Ganhei as três principais competições nacionais (Troféus Maria Lenk e José Finkel e Brasileiro Sênior), medalha nos Jogos Pan-Americanos e medalha no Mundial dos Esportes Aquáticos de Kazan. Ano que vem vai ser ainda melhor", disse o motivado nadador, que ameaça o domínio de Cesar Cielo da prova.

Marcelo Chierighini também obteve o índice, com 22s17. No feminino, Etiene Medeiros registrou 24s96. "É bom estar fazendo o índice, ver que estou conseguindo. Vou analisar com o meu técnico (Fernando Vanzella) o que vamos fazer para a nossa programação da Olimpíada", afirmou a nadadora.

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