Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

Trump culpa jogadoras 'maníacas esquerdistas' pelo bronze do futebol dos EUA nos Jogos de Tóquio

Ex-presidente criticou movimento antirracista e a atacante Megan Rapinoe, que não foi visitá-lo na Casa Branca após o título de 2019

Redação, Estadão Conteúdo

05 de agosto de 2021 | 14h47

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou as jogadoras da seleção feminina de futebol do seu país de "maníacas esquerdistas" após frustração pelo ouro não ter vindo desta vez em uma Olimpíada. A declaração foi feita após o time ganhar por 4 a 3 da Austrália, nesta quinta-feira, faturando a medalha de bronze nos Jogos de Tóquio-2020, resultado abaixo do esperado para as tetracampeãs olímpicas.

Trump atacou e culpou as jogadoras americanas por se ajoelharem em meio ao hino nacional dos Estados Unidos, em um ato de protesto contra o racismo repetido por atletas em diversas seleções de várias modalidades. Em suas palavras, ele fez referência ao termo "Woke", que faz alusão ao movimento antirracista nos EUA.

"Tudo que é 'Woke' dá errado e nosso time de futebol certamente foi mal", disse o ex-presidente. Embora ele tenha feito a ressalva de que há jogadoras "patrióticas" no elenco da seleção feminina, reclamou que é necessário que mais atletas "respeitem nosso país e nosso hino nacional".

Trump ainda mencionou uma jogadora em específico, a estrela e líder do time, Megan Rapinoe, que, depois do título mundial em 2019, não quis visitar o ex-presidente na Casa Branca, em Washington. Para ele, ganhar o ouro novamente depende exclusivamente de jogadoras com maior patriotismo e menos "wokesters", referindo-se novamente ao movimento antirracista.

"A mulher de cabelos roxos (Rapinoe) jogou terrivelmente. Passa muito tempo pensando em política de esquerda radical em vez de fazer seu trabalho , disse Trump sobre a estrela, assumidamente contrária às ideias do ex-mandatário americano e um defensora de causas LGBTQIA+, entre outras.

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