Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Último a se apresentar, Renato Augusto comemora chance de disputar Olimpíada

'Era algo que já nem passava pela minha cabeça, por já ter passado da idade', diz meia de 28 anos

Almir Leite, enviado especial a Goiânia, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2016 | 23h53

O meia Renato Augusto se apresentou à seleção olímpica na noite desta quarta-feira comemorando ter conseguido algo que não mais esperava: disputar uma Olimpíada. O jogador de 28 anos chegou cansado ao hotel em que a equipe ficará hospedada em Goiânia - local do amistoso do sábado contra o Japão -, mas ao mesmo tempo empolgado pela oportunidade com a qual já não contava.

"Era algo que já nem passava pela minha cabeça, por já ter passado da idade. Mas era um sonho que eu tinha e um momento ainda mais especial, podendo chegar numa final e jogar na minha cidade, em que sou nascido e criado, no bairro em que sou nascido e criado (Tijuca, onde fica o Maracanã, palco da final olímpica). Então com certeza tem um gosto muito especial", disse o jogador do Beijing Guoan.

Apesar de se juntar ao grupo dez dias depois do início dos treinamentos, Renato Augusto diz ter conhecimento de tudo o que vem sendo trabalhado pelo técnico Rogério Micale. "Eu recebo pelo telefone (as orientações sobre os treinamentos feitos a cada dia são passadas pelo aplicativo WhatsApp). A gente tem de aproveitar a tecnologia. Não é a mesma coisa que estar em campo, mas pelo menos eu não vou sair do zero", salientou o meia.

Ele garante estar "muito bem" fisicamente, pois continua treinando forte - "muito mais do que eu treinava aqui" - e tem feito muitos jogos seguidos pelo time chinês. Jogador de grande visão tática, ele pretende compensar o fato de não estar treinando com os companheiros desde o início com conversa e muita atenção nos treinos. "E vou usar o que eu tenho de melhor do que a parte tática", encerrou.

SEGURANÇA REFORÇADA

Todo jogo da seleção brasileira, seja ela principal ou olímpica, exige a elaboração de um plano de segurança para a delegação. Além da própria segurança particular, contratada pela CBF, há a ação das forças públicas - Polícia Militar, Civil, Rodoviária e guardas municipais. Hotéis, estádios, locais de treinamentos e trajeto são inspecionados e todo deslocamento é protegido por batedores. 

Em Goiânia, local do jogo amistoso do próximo sábado da equipe olímpica contra o Japão, não é diferente. Mas desta vez a atenção está ainda maior.

Existe a preocupação até com ações terroristas. Por isso o policiamento foi reforçado e no hotel e no Estádio Serra Dourada há varredura do policiais especializados em explosivos. No início da noite da quarta-feira, por exemplo, homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) goiano fizeram uma varredura minuciosa em todas as dependências do AlphaPark, localizado no elegante bairro de Alphaville, horas antes da chegada da delegação.

O Estado apurou que durante a estada da seleção em Goiânia, 25 policiais militares farão a segurança no hotel e arredores. O próprio estabelecimento colocou seis de seus funcionários da área a serviço da seleção. Também haverá os seguranças da CBF. Uma das preocupações é com o treino no Serra Dourada com a presença da torcida. O policiamento no estádio terá efetivo aumentado.

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