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Joerg Mitter/ Red Bull Content Pool
Joerg Mitter/ Red Bull Content Pool

'Um time que já conquistou tudo precisa de motivações novas'

Sucesso da parceria com Bruno Schmidt fortalece objetivo do atleta do vôlei de praia em disputar sua terceira Olimpíada

Entrevista com

Alison

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2018 | 07h02

Atuais campeões olímpicos, Alison e Bruno Schmidt iniciaram 2018 almejando novos objetivos e já sonhando com os Jogos de 2020, em Tóquio. Sem Mundial e classificação para a Olimpíada este ano, os brasileiros mantêm o foco nos bons resultados como motivação de um time que "já conquistou tudo". Em entrevista ao Estado, Alison fala sobre o seu próximo desejo profissional e pessoal: disputar pela terceira vez os Jogos Olímpicos.

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O grande objetivo da dupla é a classificação para os Jogos de Tóquio, em 2020?

Sim, sabemos de todas as dificuldades e, apesar de sermos os atuais campeões olímpicos, o Brasil tem cinco times com totais condições de representar bem o País. São atletas jovens, altos e que querem um lugar ao sol. Temos de superar as dificuldades não só no Brasil, mas também no Circuito Mundial, que é muito forte. São vários times novos que querem brigar por isso também, que têm esse sonho. Temos de evoluir a cada dia com treinamentos, nos dedicando, estudando e fazendo o melhor dentro de quadra.

Como está a preparação para alcançar a classificação?

A preparação para os Jogos não envolve só jogar. É treinamento, dedicação, foco e objetivo. Estamos treinando muito fisicamente, evoluindo nosso time, estudando os nossos adversários, porque eles também estudam a gente. Tentamos sempre aprender um pouco de cada jogo, cada final. Assim vamos evoluindo e fazendo o nosso melhor. Isso é que faz um time campeão. E não é só ser campeão, é se manter entre os melhores.

Caso conquiste o bicampeonato olímpico em 2020, será um feito inédito para o Brasil na modalidade. Qual a sensação de pensar que a dupla pode garantir esse resultado expressivo?

Eu tenho um foco e um objetivo grande na minha carreira e na minha vida pessoal: disputar três edições dos Jogos Olímpicos. Já disputei duas, fiz duas finais com dois parceiros diferentes e estou indo para o meu terceiro ciclo olímpico, e pela primeira vez com o mesmo parceiro. O nosso objetivo é o mesmo: poder se classificar, representar o nosso País e conquistar uma medalha de ouro. Um feito inédito para os dois atletas. O objetivo é muito grande e difícil, mas é encantador e mantém o foco dos atletas. Somos competitivos, eu e o Bruno queremos mais e mais. Nós sabemos das dificuldades que vamos enfrentar e é isso que nos motiva. Um time que já conquistou tudo precisa de motivações novas, estamos encarando isso da melhor maneira. Essa conquista está sendo o grande desafio, estamos motivados para que aconteça.

Você falou sobre "um time que já conquistou tudo". Pensando por esse aspecto, qual a motivação para encarar esta temporada?

Acho que quando você atinge o auge, conquista todos os títulos como time, como uma equipe e individualmente também, você precisa colocar novos objetivos que possam te motivar. O objetivo esse ano é conquistar bons resultados e está dando certo.

Quais são os planos para 2018?

É fazer sempre cada campeonato como se fosse uma final. Em 2018 não temos Mundial e, como não temos classificação para a Olimpíada, então colocamos isso na cabeça. Ficamos em nono nos Estados Unidos, não foi um resultado bom para o nosso time, mas mantendo a cabeça nos treinamentos e fazendo o nosso melhor já demos resultado. Logo teremos uma etapa em Aracaju e nós vamos com esse mesmo pensamento.

No fim do ano passado você desfalcou a dupla pela segunda vez consecutiva e não jogou a última etapa do Circuito Brasileiro. Como foi a lesão que sofreu?

Eu tive uma lesão no final do ano passado na perna esquerda e a melhor solução foi dar uma parada e segurar duas etapas, algo em torno de um mês. Logo depois, entrei de férias. Nesse período, continuei trabalhando na academia e fora de quadra.

Como você lida quanto tem uma contusão dessas?

A sensação de não poder jogar de novo, de ter de parar, é horrível. Mas acho que a experiência que eu passei no final de 2014 e início de 2015 foi muito gratificante no ponto de amadurecimento como atleta e como ser humano. Me ajudou muito a encarar as coisas diferentes, como encarar o momento de um atleta. Valeu a pena por tudo o que aconteceu e encarei da melhor maneira.

Este ano vocês já conquistaram as etapas de Fortaleza e Maceió. Essas conquistas aumentam a motivação para os próximos meses?

Ganhar duas etapas, fazer três finais, é muito bom para a confiança de trabalho e para o resto do ano. Esse ano nós começamos, desde Fortaleza, com 22 etapas no calendário, contando Circuito Brasileiro e Mundial. Até o momento já jogamos quatro. É um ano muito puxado, de muitos torneios, viagens, desgaste e muito tempo longe de casa. Nós vamos ficar no meio do ano um período de dois meses fora de casa. Para passar por isso tudo é preciso ter muita base, muita força mental e muita força física. Hoje nós estamos no auge, mas temos de tomar muito cuidado.

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