Unicef não estará na passagem da tocha pela Coréia do Norte

Fundo desiste de participar da festa com medo que norte-coreanos utilizem o evento como propaganda política

Efe,

07 de abril de 2008 | 22h10

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) decidiu retirar sua participação das atividades relacionadas com a passagem da tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim pela Coréia do Norte, informou a ONU. Veja também:  Protestos em Paris cancelam revezamento Imagens dos problemas no revezamento em Paris China condena ataques à tocha olímpica; COI condena atentado Chineses censuram cobertura da tocha olímpica apagada em Paris O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo A porta-voz das Nações Unidas, Michèle Montas, disse que o Unicef tomou tal decisão na semana passada e que havia aceitado participar anteriormente do revezamento da tocha olímpica na cidade de Pyongyang a convite do Comitê Olímpico Internacional (COI) como "uma amostra de apoio ao movimento olímpico internacional". No entanto, o Unicef afirmou que "já não está convencida" de que sua participação no evento sirva "para chamar a atenção para a situação da infância na Coréia do Norte e em outros lugares". Apesar disso, a agência da ONU acrescentou que "mantém seus vínculos com o COI e sua intenção de aproveitá-los para chamar a atenção sobre os problemas que as crianças enfrentam no mundo todo". A retirada do Unicef do revezamento da tocha olímpica na Coréia do Norte foi antecipada no domingo pelo jornal inglês The Sunday Times, que citou como razão da desistência a preocupação de que o Governo da Coréia do Norte usasse o evento "como propaganda". As agências e programas da ONU trabalham com dificuldade nesse país asiático por causa dos rigorosos controles impostos pelo Governo local, que chegaram inclusive à suspensão das atividades. A retirada do Unicef do revezamento da tocha dos Jogos de Pequim é mais um revés na até agora complicada viagem do símbolo olímpico pelo mundo a caminho da capital chinesa, depois dos intensos protestos a favor do Tibete e dos direitos humanos na China ocorridos nas passagens da chama por Londres e Paris.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.