Leonhard Foeger/Reuters
Leonhard Foeger/Reuters

Sem recorde, Bolt vence nos 200m e fatura mais um tricampeonato olímpico

Nesta sexta-feira, às 22h35, o jamaicano disputará a terceira e última medalha dourada no Rio, no revezamento 4 x 100 m

Gonçalo Junior e Nathalia Garcia, enviados especiais ao Rio, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2016 | 22h49

Usain Bolt mostrou nesta quinta-feira que um raio pode, sim, cair mais de uma vez no mesmo lugar. Nos Jogos do Rio, o astro sagrou-se tricampeão olímpico nos 200 metros rasos e confirmou novamente sua supremacia no atletismo. Quase como brincadeira, o jamaicano tornou-se o primeiro homem da história a conquistar três títulos olímpicos consecutivos nos 100 m e nos 200 m e fez o reggae ecoar nas caixas de som do Engenhão.

Com o tempo 19s78, o velocista não deu qualquer chance para os adversários e faturou a medalha de ouro. Se a vitória veio fácil, o objetivo de quebrar o recorde mundial ficou para o futuro. O canadense Andre De Grasse levou a prata depois de anotar 20s02, seguido pelo o francês Christophe Lemaitre (20s12). A decepção ficou por conta do norte-americano LaShawn Merritt, apenas na sexta posição.

Embora não estivesse tão cheio como na final dos 100 m, o Engenhão mostrou a mesma histeria com o jamaicano. Só ele é saudado quando entra no estádio ou quando simplesmente acena para o público. Bolt parecia mais relaxado do que no último domingo. Balançando a cabeça, acompanhou a música do estádio antes do início da prova. Dançou mais que o habitual quando teve seu nome anunciado.

Após a vitória, o ritual foi o mesmo, mas com uma alegria sempre renovada para o público. Bateu no peito, ergueu os braços e se ajoelhou. Com a bandeira da Jamaica, ele saudou o público e posou para as fotos. Não deu a volta olímpica da vitória no Rio. Foi uma festa mais contida que aquela feita na primeira vitória. 

Bolt não teve a concorrência de dois fortes oponentes na decisão. O norte-americano Justin Gatlin usou a lesão no tornozelo para justificar sua eliminação na semifinal, já o jamaicano Yohan Blake evitou desculpas para a queda precoce. O caminho estava aberto para o astro do atletismo brilhar sozinho, e o maior desafio era ganhar dele mesmo.

No Rio, Bolt estabeleceu como meta repetir as três medalhas de ouro e bater o recorde mundial dos 200 metros. A marca 19s19 foi estabelecida por ele no Mundial de Berlim, em 2009. Em nenhum momento o velocista acusou a lesão na coxa esquerda que o atrapalhou na reta final de preparação olímpica e mostrou boa forma física. Com intervalo de tempo satisfatório entre uma prova e outra, se divertiu em sua distância favorita.

Na semifinal, Bolt e De Grasse compartilharam a mesma bateria e protagonizaram um momento curioso, trocaram sorrisos ao cruzar a linha de chegada. Com recorde mundial dos 200 metros em mente, o jamaicano queria se poupar o máximo possível para a corrida final. Até controlou o tempo, mas o canadense tinha outros planos e ele teve de responder na pista. Bolt teve espaço para passear nas eliminatórias, quando venceu a sua série com o 15º melhor tempo geral.

Nesta sexta-feira, às 22h35, Bolt disputará o terceiro e último ouro no Rio. Poupado das eliminatórias da prova do revezamento 4 x 100 m, o principal velocista do país fez falta ao time jamaicano, que terminou em 5º lugar na classificação geral. Descansado, ele estará pronto para completar sua trilogia olímpica e, assim, encerrar sua carreira em Olimpíadas de forma triunfal.

 

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